Em uma noite de alta tensão e equilíbrio no estádio Independência, América-MG e Atlético-MG ficaram no empate por 1 a 1, em partida válida pela 4ª rodada do Campeonato Mineiro de 2026. O confronto desta quinta-feira (22) entregou tudo o que um clássico promete: gols, intervenções decisivas do VAR, bolas na trave nos minutos finais e até um princípio de confusão entre os treinadores. O resultado mantém as equipes na briga pela parte de cima da tabela, mas deixa um gosto amargo para o Coelho, que carimbou o poste no último lance.

Início intenso e troca de golpes

O clássico começou estudado, mas logo o América tomou a iniciativa nas bolas paradas. Aos 13 minutos, Eduardo Person cobrou falta com muito veneno, obrigando o goleiro Everson a fazer uma grande defesa. No lance seguinte, a pressão surtiu efeito: após rebote do goleiro, Gabriel Barros apareceu livre para estufar as redes e abrir o placar para os donos da casa.

O Galo, no entanto, não se abateu e buscou o empate na mesma moeda: a bola parada. Aos 31 minutos, Igor Gomes cobrou falta com perfeição e carimbou o travessão. Atento ao rebote, Reinier cabeceou para o fundo do gol, igualando o marcador. Antes do intervalo, o Coelho quase retomou a vantagem quando Ricardo Silva cabeceou uma bola no travessão, prenunciando o drama que viria na segunda etapa.

Polêmicas, VAR e ânimos exaltados

A temperatura do jogo subiu consideravelmente ainda no primeiro tempo. O Atlético chegou a marcar o segundo gol com Tomás Cuello, mas o árbitro Murilo Francisco Misson Júnior, após consulta ao VAR, anulou o lance marcando falta do atacante sobre o goleiro Gustavo. A decisão gerou revolta e resultou em cartões amarelos para os técnicos Jorge Sampaoli e Alberto Valentim. O clima seguiu quente, e relatos indicam que os comandantes precisaram ser separados por seguranças no túnel durante o intervalo.

Na etapa final, o jogo ficou mais truncado, com muitas faltas e reclamações. O Galo pediu pênalti em um toque de mão de Val Soares na área, mas a arbitragem mandou seguir após nova checagem silenciosa do VAR. Sampaoli tentou mudar o panorama lançando Hulk e Dudu a campo, mas a defesa americana se manteve sólida.

Final dramático no Horto

Os minutos finais foram de tirar o fôlego sob a chuva em Belo Horizonte. Já nos acréscimos, o América teve a chance de ouro para vencer. Em um contra-ataque fulminante aos 50 minutos, Éverton Brito aproveitou a sobra de um chute de Yarlen e cabeceou a bola na trave, para desespero da torcida americana. No lance derradeiro, Hulk ainda assustou com um chute forte de longe, mas a bola subiu demais.