A dívida com Daniel Alves, lateral do São Paulo entre 2019 e 2021, está próxima do fim. Em setembro de 2021, o ex-jogador e o clube firmaram a rescisão no valor de R$ 22,8 milhões. O acordo fechado entre as partes previa o pagamento de 60 parcelas mensais, com início em janeiro de 2022 e término previsto para janeiro de 2027.

O portal Uol detalhou os valores. Uma série de brigas judiciais entre Daniel Alves, Dinorah Santana, ex-esposa de Daniel, um banco e um fundo de investimentos tomou conta do acordo firmado em 2021. No meio dessa confusão, o ex-lateral aguarda a decisão da terceira instância do processo que está sendo acusado de agressão sexual na Espanha.

Em meio ao caos, o GAD, fundo especializado em aquisição de créditos, fechou um contrato com Daniel Alves em setembro de 2022. A empresa desembolsou R$ 11,5 milhões à vista e assumiu as parcelas que o ex-lateral ainda receberia do São Paulo. Na época, o ex-jogador ainda receberia R$ 19,8 milhões do clube.

Após a prisão de Daniel Alves na Espanha em 2023, no entanto, o pagamento das parcelas por parte do ex-jogador foi interrompido. De acordo com o GAD, a dívida ainda é de R$ 7,7 milhões.

O fundo tentou assumir o recebimento dos valores diretamente com o São Paulo, mas encontrou um obstáculo. Parte das parcelas, primeiro 30%, posteriormente 50%, foram penhoradas em ação de pensão alimentícia feita por Dinorah, ex-esposa de Daniel, valor destinado ao pagamento da pensão dos filhos. O Banco Safra também tentou penhorar as parcelas da rescisão do ex-jogador, mas o processo foi encerrado.

O São Paulo, por sua vez, mantém sua parte do acordo e realiza pagamentos mensais de R$ 380 mil ao ex-jogador. Em balanço divulgado em abril do ano passado pelo clube, a dívida com Daniel ainda era de R$ 6,7 milhões.