Paulo Roberto Falcão, ou ainda o Rei de Roma, apelido dado ao maestro giallorosso nos anos 1980, completa 73 anos nesta sexta-feira, 16 de outubro. Tamanha é sua idolatria pela torcida da Loba e influência na capital italiana que Falcão recebeu a Ordem da Estrela da Itália. A condecoração é uma das ordens de cavalaria dadas a estrangeiros que realizaram feitos relevantes ao país.

A história de idolatria do aniversariante, porém, começa ainda no Brasil. Em 1973, Falcão começou sua carreira profissional no Internacional, clube que defendeu até 1980. Como colorado, o ex-jogador conquistou cinco Campeonatos Gaúchos (1973, 1974, 1975, 1976 e 1978), três Brasileiros (1975, 1976 e 1979) e se tornou um dos maiores ídolos, se não o maior, da história do Inter.

Entre 1980 e 1985, Falcão defendeu as cores da Roma, da Itália, onde se tornou ídolo e recebeu muito carinho da torcida. Encatandos por sua inteligência e elegância no estilo de jogar, os torcedores da Loba passaram a chamá-lo de “Oitavo Rei de Roma”. As conquistas do Scudetto de 1983, que encerrou um jejum de 41 anos do clube, e de duas Copas da Itália (1981 e 1984) marcaram sua passagem no futebol italiano e renderam o apelido ao ídolo.

Zico, da Udinese, e Falcão, da Roma - GIUSEPPE CALZUOLA/PLACAR

Zico, da Udinese, e Falcão, da Roma – GIUSEPPE CALZUOLA/PLACAR

Após a passagem pela Roma, Falcão retornou ao Brasil para defender o São Paulo, onde encerrou sua carreira aos 33 anos. Pelo clube paulista, o ex-jogador conquistou o Paulistão de 1985. Após a aposentadoria, atuou como comentarista esportivo, técnico e coordenador esportivo.

Na seleção brasileira, o Rei de Roma disputou 34 partidas, mas viveu grandes decepções. Na Copa do Mundo de 1978, amargou a não convocação pelo técnico Cláudio Coutinho. Quatro anos depois, viveu uma Copa mágica, marcada por protagonismo e elegância, mas viu o italiano Paolo Rossi marcar três gols contra a Canarinho na segunda fase e dar um fim à campanha brasileira.

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Falcão, do Brasil, comemorando o gol contra a Itália, no Estádio Sarriá - J. B. SCALCO/PLACAR

O Oitavo Rei de Roma

Paulo Roberto Falcão puxou a fila dos craques de sua geração a se transferir ao futebol italiano e foi quem obteve maior sucesso e devoção. Chegou à Roma já consagrado como ídolo do Inter tricampeão brasileiro.

Com seu inconfundível e elegante estilo de jogar, já ergueu a Copa da Itália logo de cara. A conquista mais emblemática, porém, foi o scudetto de 1983, encerrando um jejum de 41 anos da Loba. Foi apelidado oitavo Rei de Roma e, segundo rumores, até o papa João Paulo l intercedeu para que não se transferisse à Inter de Milão.

A relação com a Itália teve um capítulo amargo: a derrota para a Azzurra em 1982. Foi dele o golaço de empate, com uma épica comemoração, que daria a classificação ao Brasil, não fosse o terceiro de Paolo Rossi.

Por sua classe inigualável, Falcão ficou em  37º na lista de PLACAR dos 100 Maiores de Todos os Tempos. 

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