Gianni Infantino deu um passo decisivo para consolidar sua reeleição à presidência da Fifa ao obter o apoio formal da Confederação Asiática de Futebol (AFC).

O anúncio foi feito pelo presidente do órgão asiático, Sheikh Salman bin Ibrahim Al Khalifa, durante o congresso extraordinário da entidade realizado nesta sexta-feira, 23, em Tóquio, selando a reconciliação entre as partes e reduzindo o espaço de articulação da oposição europeia.

A manifestação da Ásia, que conta com 46 associações filiadas à Fifa com direito a voto, junta-se ao respaldo prévio da Confederação Africana de Futebol (CAF, que reúne 54 votos) e ao apoio de federações da Concacaf, da Oceania e da Conmebol.

Com a aliança recomposta, Infantino assegura ampla maioria entre os 211 membros votantes da entidade máxima do futebol antes do encerramento do prazo para o registro de candidaturas, agendado para 18 de novembro.

Trump e Infantino durante o discurso desta sexta-feira, 17, na Trump Tower - EFE

Trump e Infantino durante o discurso na Trump Tower – EFE

O alinhamento da AFC ocorre após um período de desgaste provocado pelo projeto FIFA Forward Enterprise (FFE), iniciativa sobre direitos comerciais que havia sido criticada por dirigentes da Ásia, da Europa e das Américas.

Após forte pressão, Infantino retirou a proposta e pediu desculpas aos membros do Conselho da Fifa em Zurique. Para recompor a base aliada, o dirigente enfatizou a expansão do programa de repasses financeiros da entidade, prevendo a distribuição de US$ 25 milhões a cada associação-membro.

Com a recomposição do bloco asiático, a Uefa permanece como o principal núcleo opositor ao atual presidente. A confederação europeia, que reúne 55 votos — o equivalente a pouco mais de 25% do eleitorado da Fifa —, mantém questionamentos à gestão da entidade, mas segue isolada politicamente e sem a definição de um candidato competitivo para disputar o pleito marcado para março.

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