A última exibição de Lionel Messi com a camisa da seleção argentina não terá facilidades, se depender do goleiro de Benin, Marcel Dandjinou.

O arqueiro de 28 anos, que defende o Kruger United, da África do Sul, será o responsável por tentar parar o ataque da albiceleste no amistoso de despedida do craque, que acontece nesta terça-feira, 6, às 20h (de Brasília), no estádio Monumental de Núñez, em Buenos Aires.

Apesar do clima de festa preparado para o adeus do ídolo, Dandjinou deixou claro que sua equipe vai a campo para competir e avisou que fará o possível para impedir que Messi balance as redes em seu jogo final.

“Sou goleiro e estou aqui para fazer defesas. Mesmo que seja no último minuto e haja um pênalti, se o Messi bater, vou tentar defender. É simples assim: é futebol. Sim, estamos aqui para celebrar o Messi, mas ninguém nos disse que tínhamos que dar um gol de presente para ele. E, conhecendo o Messi, você não precisa dar nada de presente. Se ele quiser marcar, terá que fazer tudo o que puder para conseguir”, afirmo em entrevista ao jornal Marca.

“Não podemos esquecer que também representamos nosso país. Estamos aqui para defender o Benim. Podemos ganhar, empatar ou eles podem ganhar, mas é futebol. Não estamos aqui para fazer turismo”, completou.

Embora tenha adotado uma postura competitiva, Dandjinou não escondeu a admiração pelo capitão argentino. O goleiro africano classificou a partida como um momento especial e exaltou a influência que o jogador teve em sua geração.

“Para mim, ele é um dos reis do futebol. Crescemos assistindo-o jogar. Ele é um dos nossos jogadores favoritos. Poder jogar contra ele agora, no mesmo campo, é incrível. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer. Para mim, Leo é uma lenda, uma verdadeira lenda”, disse Dandjinou, que também citou Cristiano Ronaldo como grande referência de aprendizado no esporte.

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A reverência ao craque é compartilhada por todo o elenco de Benin, o que gerou até uma preocupação bem-humorada nos bastidores: a disputa pela camisa de Messi após o apito final. O goleiro brincou com a situação, sugerindo uma solução inusitada.

“Se você perguntar a qualquer jogador do meu time, ele vai dizer que quer a camisa dele. Então seria ótimo se fizessem muitas camisas e dessem uma a cada jogador. Porque, se só um de nós for pedir, não acho que seja fácil: todos nós queremos uma”, comentou.

A partida contra Benin marca oficialmente o encerramento da trajetória de Messi pela seleção principal, anunciada no mês passado. O astro se despede com uma galeria invejável de conquistas, incluindo a Copa do Mundo de 2022, a Finalíssima de 2022, duas edições da Copa América (2021 e 2024) e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 2008.

Enquanto a Argentina se prepara para homenagear seu camisa 10, a equipe já vem demonstrando força mesmo sem ele em campo durante a atual Data Fifa, aplicando goleadas recentes sobre Bolívia (4 a 0) e Burkina Faso (7 a 0).

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