O início de trajetória do técnico português Rúben Amorim no comando do Milan passou a ser acompanhado por cobranças fortes da imprensa italiana e da direção do clube. Segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, o empate em 1 a 1 contra o Sassuolo, no Mapei Stadium, escancarou dilemas estruturais no elenco rossonero.

No duelo, o Milan chegou a abrir vantagem aos 63 minutos com gol de Adrien Rabiot, servido pelo experiente Luka Modrić. A liderança no marcador, porém, durou apenas cinco minutos: aos 68, o defensor Cas Odenthal aproveitou a desatenção da zaga visitante para igualar o placar após cobrança de escanteio.

O lance representou o terceiro gol sofrido pela equipe milanesa em jogadas de escanteio no Campeonato Italiano, problema que o próprio treinador lamentou ao término da partida, apontando falta de controle e passividade defensiva.

Dúvidas táticas, lesões e cobrança da diretoria

A imprensa destacou quatro obstáculos primordiais enfrentados pelo treinador português: a fragilidade psicológica em gerir partidas na vantagem do placar, a vulnerabilidade crônica em bolas aéreas na área, a oscilação entre os desenhos táticos 4-4-2 e 3-4-2-1 e o isolamento de Gonçalo Ramos na linha de frente. O cenário defensivo ainda se agravou com a saída do zagueiro Matteo Gabbia, que deixou o gramado de maca em decorrência de uma lesão muscular na coxa.

Embora permaneça invicto na Serie A com três vitórias e três empates em seis rodadas, o Milan acumula apenas um triunfo em suas últimas cinco partidas oficiais na temporada, retrospecto impactado também pela derrota contra o Benfica pela Liga Europa.

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O proprietário do clube, Gerry Cardinale, acompanha a rotina da comissão técnica em Milanello e exige rendimento superior, colocando Rúben Amorim sob a responsabilidade de apresentar consistência já nos próximos compromissos.

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