Luka Modric deixou o Real Madrid há um ano, mas não nega o desejo de voltar ao clube onde é ídolo. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o meio-campista do Milan, da Itália, falou sobre o sonho.

Eu gostaria [de voltar]. Sendo sincero, não tenho por que esconder isso. Madri é a minha casa e, claro, gostaria de voltar um dia. Mas vamos ver como e em que função, se isso acontecer. Não quero voltar só por voltar e estar lá por estar. Não sou assim. Quero ser útil, quero ajudar o Real Madrid”, iniciou Modric.

Não quero estar lá sem saber por que estou. Essa é a minha mentalidade e o meu pensamento. Porque o Real Madrid me deu tudo, me deu muitíssimo, e acredito que só voltaria para fazer algo útil, fazer as coisas bem-feitas e trabalhar não no Real Madrid, mas para o Real Madrid“, completou.

Elogio ao Milan e dificuldade de adaptação

Luka Modric é destaque do Milan na temporada - @SerieA/X

Luka Modric com a camisa do Milan – @SerieA/X

Durante a entrevista, Modric fez questão de elogiar o Milan. O croata de 40 anos, no entanto, comentou que teve dificuldade em sua primeira temporada fora do Real.

Eu também sinto falta de Madri, da cidade, do clube e de tudo mais. Mas posso dizer que me sinto bem e feliz aqui em Milão. Fui recebido de braços abertos desde o primeiro dia e estou muito contente. A prova disso é que estou aqui pelo segundo ano consecutivo. Por isso, embora sinta muita falta de Madri, agora estou em Milão e também estou feliz aqui”, disse.

Passagem pelo Real Madrid

Kroos, Casemiro e Modric durante comemoração do quinto troféu da Champions

Kroos, Casemiro e Modric durante comemoração do quinto troféu da Champions

Em julho de 2025, Modric deixou o Real após 13 anos vestindo o tradicional uniforme branco merengue. Por lá, o croata conquistou 28 títulos, incluindo seis Champions League e seis Mundiais de Clubes. Pelo time espanhol, o meio-campista anotou 43 gols e 95 assistências em 597 jogos.

“Acredito que, na minha experiência, é mais difícil dizer adeus do que se acostumar, porque depois você precisa se acostumar com o fato de que, um dia, aquilo chega ao fim. O futebol e as coisas… Você se desvincula de algumas coisas que viveu intensamente. Acho que, para mim, foi mais difícil dizer adeus do que vir para cá e, aos poucos, me acostumar a uma nova rotina, a uma nova realidade, a um novo clube”, comentou.

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