A Polícia Financeira de Milão desmantelou uma rede de prostituição de luxo que tinha como principais clientes jogadores de futebol da Serie A. De acordo com investigações da Procuradoria de Milão, cerca de 70 atletas de clubes como Milan, Inter de Milão e Juventus estão citados em relatórios da operação, embora não figurem como investigados por crimes.

A organização operava sob a fachada de uma agência de eventos e oferecia o que chamava de “serviço pós-jogo”. O pacote incluía reservas em boates exclusivas, hospedagem em hotéis de luxo e o acompanhamento de profissionais.

Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, os valores pagos pelos atletas chegavam a milhares de euros por noite, movimentando um montante que levou ao sequestro preventivo de 1,2 milhão de euros pelas autoridades.

Prisões e logística da organização criminosa

A juíza Chiara Valori ordenou a prisão domiciliar de quatro suspeitos, incluindo Deborah Ronchi e Emanuele Buttini, apontados como os líderes do esquema. O grupo recrutava mulheres na América do Sul e no Leste Europeu para eventos em Milão e na ilha de Mykonos, na Grécia.

A investigação também revelou que a rede fornecia protóxido de azoto, conhecido como “gás hilariante”, aos jogadores. A substância era utilizada para proporcionar efeitos euforizantes durante as festas, com a vantagem de não ser detectada em exames antidoping convencionais.

Relatórios da Guarda de Finanças indicam que o uso do gás era uma estratégia deliberada para atrair atletas profissionais sem comprometer suas carreiras esportivas.