Acervo · Esporte
O paradoxo de Neymar, um ídolo que divide os brasileiros
Cobiçado pelos europeus e apontado como o próximo supercraque do futebol internacional, o principal jogador da seleção vai à Copa das Confederações com um desafio ainda maior que levantar a taça: conquistar a sua própria torcida

Ele é o melhor jogador das Américas, o craque que reconduziu o Santos ao título da Libertadores, o sonho de consumo dos poderosos Real Madrid e Barcelona e o esportista mais famoso do país na atualidade. Na teoria, não haveria nome mais perfeito do que Neymar para comandar, dentro de campo, a seleção brasileira no desafio de vencer a Copa do Mundo em casa. Na prática, porém, o jovem atacante ainda não se mostrou à altura da tarefa. Os fracassos na Copa América de 2011 e na Olimpíada de Londres, aliados às performances decepcionantes na série de amistosos contra as grandes seleções estrangeiras, parecem ter esgotado o estoque de paciência dos torcedores – que, nas últimas partidas, já dirigem ao maior astro do país os indefectíveis gritos de “pipoqueiro”. Neymar garante que não se importa com a manifestação das arquibancadas, mas sabe que tem, na Copa das Confederações, uma chance…
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