Publicidade
Publicidade

Atletismo começa em Londres-2012 com fortes rivalidades

O atletismo, o principal esporte dos Jogos Olímpicos, estreia nesta sexta-feira em Londres-2012, em uma edição na qual o duelo entre os jamaicanos Usain Bolt e Yohan Blake nos 100 metros monopoliza as atenções, com os Estados Unidos tentando ser um mero espectador. A disputa estelar na linha reta não vai demorar, já que começará […]

O atletismo, o principal esporte dos Jogos Olímpicos, estreia nesta sexta-feira em Londres-2012, em uma edição na qual o duelo entre os jamaicanos Usain Bolt e Yohan Blake nos 100 metros monopoliza as atenções, com os Estados Unidos tentando ser um mero espectador.

Publicidade

A disputa estelar na linha reta não vai demorar, já que começará no sábado com as séries, e no domingo já serão disputadas as semifinais e a final, no cara a cara mais esperado destes Jogos.

As disputas Jamaica-Estados Unidos na velocidade e Quênia-Etiópia no fundo e meio-fundo também marcarão os dez dias de competição na capital britânica, embora o confronto Bolt-Blake pareça ofuscar inicialmente quase tudo.

Publicidade

Em Pequim-2008, o nadador Michael Phelps fez história ao ser o primeiro a conquistar oito ouros em uma mesma edição olímpica, mas sua façanha ficou inclusive em segundo plano diante da impressionante atuação de Bolt, que bateu recordes mundiais em seu caminho para a conquista de três títulos, os de 100, 200 e 4×100 metros.

Um ano mais tarde, no Mundial de Berlim-2009, o “Relâmpago” deslumbrou novamente repetindo títulos nas provas de velocidade e baixando seus próprios recordes, aos 9.58 nos 100 metros e 19.19 nos 200 metros.

Nos últimos anos ninguém questionou que ele é o melhor do mundo, um “extraterrestre” capaz de quase tudo, inclusive quando em 2011 perdeu seu título mundial dos 100 metros ao ser desclassificado por uma saída falsa em Daegu (Coreia do Sul), o que abriu caminho para o título de Blake.

Publicidade

Mas neste ano Blake lançou uma séria advertência, ao vencer Bolt nas seletivas jamaicanas, tanto nos 100 quanto nos 200 metros, declarando assim a sua candidatura ao ouro em Londres, embora o atual campeão tenha afirmado pouco antes destes Jogos que agora se sente preparado para vencer.

“Sempre estou preparado. Tive pequenos problemas, mas estou preparado”, insistiu. “Minhas costas estavam um pouco rígidas e isso afetava os isquiotibiais. Treinei durante duas semanas e meia e tudo está bem”, afirmou.

Mas Blake também se sente bem, e mostrou-se muito seguro sobre suas chances nesta mesma quarta-feira: “Minha filosofia é que o céu é o meu limite. Sempre quis estar em Jogos Olímpicos. É o sonho de todos”.

Os americanos Tyson Gay e Justin Gatlin tentarão não ser meros espectadores, mas estão conscientes de que a missão de conquistar mais do que um bronze é muito complicada.

Continua após a publicidade

Mas o atletismo olímpico será muito mais que o glamour dessas estrelas.

Em Pequim-2008, os Estados Unidos decepcionaram diante da atuação jamaicana, embora tenham terminado à frente em medalhas, com 23, sete delas de ouro.

Entre os americanos, Carmelita Jeter nos 100 e Allyson Feliz e Sanya Richards-Ross nas provas de 200 e 400 metros buscam ser protagonistas na prova feminina.

A Rússia, outra das potências do atletismo, também chega com altas expectativas e com estrelas como Yelena Isinbayeva (que busca um terceiro ouro olímpico no salto com vara), Anna Chicherova (salto em altura) ou Marya Savinova (800 metros).

Moscou cogita conquistar cerca de quinze medalhas, com os marchadores à frente. No Mundial de Daegu-2011, Valeri Borchin (20 km) e Sergei Bakulin (50 km) conquistaram esses títulos na categoria masculina, e na feminina Olga Kaniskina venceu nos 20 quilômetros.

Na disputa com barreiras, o cubano Dayron Robles (110 metros) tentará revalidar seu título olímpico, assim como o porto-riquenho Javier Culson nos 400 metros.

Outros dos grandes destaques latino-americanos serão a campeã mundial brasileira do salto com vara, Fabiana Murer, a colombiana Caterine Ibargüen (salto triplo) e os marchadores, com o também colombiano Luis Fernando López (bronze no Mundial-2011) e o mexicano Eder Sánchez (bronze no Mundial-2009).

A África, apesar dos progressos americanos e do britânico de origem somali Mo Farah, continua sendo a rainha do meio fundo e fundo, com a rivalidade Quênia-Etiópia.

Os quenianos querem recuperar o reinado nos 10.000 metros e os etíopes buscam que sua nova geração supere nos 800 metros o ultrafavorito queniano David Rudisha.

A Europa parece destinada a se contentar com as migalhas, com Alemanha, França e Grã-Bretanha tentando evitar este panorama.

Continua após a publicidade

Publicidade