A rivalidade do Dérbi Paulista não se limita ao futebol profissional. Nas categorias de base, Palmeiras e Corinthians vem tendo problemas nos bastidores, com acusações de “roubo” de promessas. Nos últimos dias, o Verdão tirou três garotos do Timão, o que acirrou a briga entre os times. João Paulo Sampaio, coordenador da base alviverde, deu declarações polêmicas sobre o atrito. 

O Corinthians está excluído do Movimento dos Clubes Formadores (MCF), grupo formado para evitar aliciamento de jovens jogadores e manter a boa relação entre os clubes, e alega estar sendo roubado pelo Alviverde. De acordo com o ge, a briga teria se iniciado em um suposto caso de “roubo” de um atleta de 14 anos da base do Palmeiras, que se transferiu para o Alvinegro, cuja identidade não foi revelada para preservar o garoto. 

Academia de Futebol do Palmeiras – Divulgação

De acordo com as regras do MCF, o Corinthians só poderia avançar na contratação do jogador caso o Palmeiras não notificasse nenhum interesse em mantê-lo. Mas, o Alviverde formalizou no grupo do Whatsapp do movimento que não teria intenção de negociá-lo, o que, na teoria, deveria impedir a ida do atleta ao rival. O movimento deu razão aos palmeirenses nesse caso e excluiu o clube do Parque São Jorge do grupo, o que permite que outras equipes contratem jovens da base do Timão.

Na negociação dos três atletas que trocaram o Parque São Jorge pela Academia de Futebol, o coordenador da base alviverde, João Paulo Sampaio, foi pivô nas trativas das contratações. Em em entrevista nesta quarta-feira, JP Sampaio abandonou a diplomacia. 

“Tirei três (jogadores do Corinthians), vou tirar mais. Já fui bonzinho um ano, fui roubado e fiquei esperando resolver. Sou melhor inimigo do que amigo”, disse João Paulo Sampaio ao ge.

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