O Corinthians inicia a busca por uma vaga nas quartas de final da Copa Libertadores nesta quinta-feira, 13. O Timão, porém, terá pela frente um dos times fortes da atual edição: o Rosario Central.
Adversário do clube paulista nas oitavas de final, o Rosario chega ao mata-mata com longa invencibilidade no Gigante de Arroyito, palco do jogo de ida. Além disso, tem uma das defesas mais sólidas da competição e a experiência de Ángel Di María, campeão do mundo pela Argentina e principal nome do elenco. Aos 38 anos, o meia é presença confirmada no duelo.
O craque, todavia, divide a responsabilidade com companheiros de bom nível. Com isso, o time se recupera de um deslize entre abril e maio, com a eliminação na semifinal do Torneio Apertura diante do River Plate e a queda precoce na Copa Argentina, contra o Estudiantes. A fase atual é de duas vitórias consecutivas e quatro jogos de invencibilidade geral.
O que esperar do Rosario Central
A equipe comandada por Jorge Almirón faz grande campanha na Libertadores, esbanjando consistência. Na fase de grupos, sofreu apenas um gol em seis partidas e chegou a ser a única equipe da Libertadores sem ser vazada após as quatro rodadas iniciais. A base defensiva tem o goleiro Jeremías Ledesma, os laterais Emanuel Coronel e Agustín Sández e os zagueiros Ignacio Ovando e Gastón Ávila.

Di María não disputava a Libertadores desde 2006 – EFE/ Sebastián Granata
Apesar de eficiente defensivamente, os números ajudam entender que o Rosario é um time que gosta de controlar o jogo com a posse. Segundo dados do Sofascore, o Rosario teve média superior a 57% de posse de bola na fase de grupos, acertou 84% dos passes e finalizou cerca de 15 vezes por partida.
Em contrapartida, os argentinos não apresentam um ataque avassalador. Foram nove gols em seis jogos na Libertadores e 40 em 31 partidas oficiais na temporada. Centroavante da fase de grupos por Los Canallas, Alejo Véliz deixou o time na janela de transferências para acertar com o Bahia, abrindo espaço para Enzo Copetti.
O peso de Di María
Grande parte da construção ofensiva do Rosario passa pelos pés de Di María. Veterano, o campeão mundial já não mais atua como um ponta de velocidade, mas sim como um meia de liberdade total no 4-2-3-1 de Almirón.
Ángel, que também se desloca para a esquerda, tem as saídas para o lado direito como uma característica, resgatando algumas características de seu auge. Nos cinco jogos disputados na competição continental, o camisa 11 rosarino tem 2 gols marcados.

Di María em ação pelo time de Rosario – EFE/ Sebastián Granata
Apesar de não ter anotado nenhuma assistência na competição, Di María tem 1,83 assistências esperadas (xA). Ou seja, com maior precisão de seus companheiros, teria somado melhores números individuais. Outra métrica que chama a atenção é a média de 2,4 passes para finalização por partida, segundo o Sofascore.
Outros destaques e fator casa do Central
Mesmo com Ángel como centro das atenções, o Rosario oferece perigo com outras figuras. O colombiano Jaminton Campaz é o jogador mais explosivo da equipe, se destacando pelo bom drible e progressão ofensiva pelo lado esquerdo. Por outro lado, vive momento conturbado acerca de sua continuidade no clube, tendo seu nome vinculado a clubes mexicanos.

Estadio Gigante de Arroyito, em Rosario – EFE/ Sebastián Granata
Na organização mais recuada, o setor de meio de campo chama atenção. Os volantes são Vicente Pizarro, com a boa saída de bola sendo seu ponto forte, e Franco Ibarra, meio-campista de forte posicionamento defensivo e “guardião” do setor defensivos.
Porém, além da talentosa equipe, o fator casa pode pesar. Em 16 partidas como mandante em 2026, o clube venceu dez vezes, empatou quatro e perdeu apenas duas. Foram 24 gols marcados e apenas dez sofridos diante de sua torcida. A invencibilidade atual em Arroyito já se aproxima da marca de seis meses, com 11 jogos sem perder.









