O portal The Athletic, dos Estados Unidos, apontou que a Alemanha é a maior seleção da história da Copa do Mundo. O texto opinativo, intitulado “A Alemanha já foi rainha da Copa do Mundo, mas agora já não é tão boa assim”, foi publicado nesta terça-feira, 30, e sugere que a seleção alemã é maior que o Brasil.

Escrito pelo jornalista Matt Slater, o texto destaca que a conquista do tetracampeonato em 2014 coroou uma sequência após anos no “quase”. Desde a Copa de 2002, a Alemanha ficou, respectivamente, em segundo lugar (2002), terceiro (2006), terceiro (2010) e em primeiro (2014).

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O material também defende a tese de que, mesmo com as campanhas ruins nas três últimas edições, os alemães estiveram no pódio em 12 Copas: quatro títulos, quatro vices e quatro vezes em terceiro lugar. Segundo Slater, “os altos foram mais altos do que de quase todas as outras nações, e seus baixos foram mais altos do que de todas elas.”

Apesar disso, Slater reconhece que o futebol alemão não vive seu melhor momento. O texto analisa que isso acontece desde a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo de 1998, mas que foi essa decepção que mudou a estrutura do esporte na Alemanha.

Confira os principais trechos do artigo

Quando a Alemanha derrotou a Argentina em 2014 para conquistar seu quarto título mundial em 17 tentativas, coroou uma sequência de quatro participações desde 2002, na qual terminou em segundo, terceiro, terceiro e, finalmente, em primeiro lugar. A vitória também veio cinco dias depois de a seleção alemã ter vencido o Brasil, país anfitrião, naquele que pode ser considerado o placar mais surpreendente da história das Copas do Mundo: 7 a 1.

Naquele momento, só o brasileiro mais descarado questionaria a ideia de que a Alemanha era a melhor seleção da Copa do Mundo. Tudo bem, o Brasil tinha uma estrela a mais na camisa do que a Alemanha, mas a Alemanha também havia sido vice-campeã quatro vezes e vencido quatro partidas de disputa do terceiro lugar.

Somando tudo isso, a Alemanha subiu ao pódio da FIFA 12 vezes — três vezes mais do que qualquer outra nação. Portanto, os altos foram mais altos do que de quase todas as outras nações, e seus baixos foram mais altos do que de todas elas.

Desde então? Bem-vindos ao mundo dos outros, Die Mannschaft, onde a decepção é constante.

Na Copa do Mundo de 2018, na Rússia, a seleção não conseguiu passar da fase de grupos, perdendo para o México e a Coreia do Sul, além de uma vitória apertada sobre a Suécia. Quatro anos depois, no Catar, perderam na estreia para o Japão, empataram com a Espanha e venceram a Costa Rica, mas a essa altura o destino já estava selado, e a equipe não conseguiu chegar às oitavas de final.

Pelo menos disso eles deram conta, suponho, mas é aí que terminam as consolações. Perder para o Paraguai, que foi massacrado pelos Estados Unidos há duas semanas e ocupa atualmente a 34ª posição no ranking mundial, é um desastre para a Alemanha.

[…] A última vez que algo parecido aconteceu, quando a seleção alemã foi eliminada precocemente da Copa do Mundo de 1998 e da Eurocopa de 2000, a Federação Alemã de Futebol (DFB) promoveu uma reformulação radical do sistema de desenvolvimento de jovens jogadores, reformulou as táticas da equipe, treinou uma nova geração de técnicos e imediatamente voltou a vencer.”

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