O técnico da seleção portuguesa, Roberto Martínez, adotou uma postura de cautela ao projetar a Copa do Mundo de 2026. Em declarações recentes, o treinador afirmou que sua equipe não deve ser colocada no grupo de principais favoritos.
Martínez transfere essa responsabilidade exclusivamente para as nações que já ergueram a taça do mundo. Para o comandante, o histórico de conquistas cria uma vantagem competitiva e psicológica que define o real favoritismo em um torneio desta magnitude.
A diferença entre ser candidato e ser favorito
Para Martínez, existe uma distinção clara entre os dois termos no cenário internacional. De acordo com o treinador, Portugal é um forte candidato devido ao talento de sua geração, mas o favoritismo é um privilégio histórico.
“Não somos favoritos. Só as seleções que já ganharam o Mundial podem ser favoritas”, declarou o técnico. Ele argumenta que equipes como a seleção brasileira, a seleção alemã e a seleção francesa possuem uma vantagem por já terem vivenciado a glória máxima.
O peso da barreira psicológica no Mundial
O comandante ressaltou que o aspecto mental é decisivo em torneios de tiro curto como o Mundial. Para ele, o fato de Portugal nunca ter vencido a competição cria uma pressão adicional que as seleções campeãs já aprenderam a gerenciar ao longo das décadas.
A estratégia de Martínez visa proteger o elenco da pressão externa e focar na construção de uma identidade sólida. Mesmo com a ausência momentânea de Cristiano Ronaldo em amistosos, o grupo trabalha para se “fazer campeão” durante o torneio na América do Norte.
As oito seleções do grupo de favoritos
Ao limitar o favoritismo aos antigos campeões, Martínez refere-se ao seleto grupo composto pelas oito nações que já conquistaram o troféu. O treinador acredita que a mística da camisa influencia o desempenho nos momentos de maior tensão.
As seleções que Martínez considera as únicas favoritas ao título são:
- Brasil, Alemanha e Itália;
- Argentina, França e Uruguai;
- Inglaterra e Espanha.
Com essa narrativa, o técnico espera que Portugal entre na competição com a humildade necessária para desafiar a hegemonia histórica dessas potências. O foco inicial será a progressão jogo a jogo para tentar alcançar o topo do futebol mundial pela primeira vez.

Títulos por país em Copas do Mundo
- 5 – Brasil (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)
- 4 – Alemanha (1954, 1974, 1990 e 2014)
- 4 – Itália (1934, 1938, 1982 e 2006)
- 3 – Argentina (1978, 1986 e 2022)
- 2 – França (1998 e 2018)
- 2 – Uruguai (1930 e 1950)
- 1 – Inglaterra (1966)
- 1 – Espanha (2010)









