Neste sábado, 18, França e Inglaterra medem forças pelo terceiro lugar da Copa do Mundo de 2026, no Hard Rock Stadium, em Miami. Apesar de ser conhecido como “o jogo que ninguém que jogar”, nem sempre essa máxima entrou em campo junto às equipes em disputa. Foi um terceiro lugar, o primeiro grande resultado brasileiro em uma Copa e também a partida na qual o lateral-direito Nelinho aplicou uma das curvas mais impressionantes sobre uma bola.

Disputas marcantes de terceiro lugar

Brasil 4×2 Suécia, 1938

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O primeiro dos sete confrontos contra a seleção que o Brasil mais enfrentou na história das Copas do Mundo. Os suecos chegavam após serem goleados por 5 a 1 pela Hungria, enquanto a seleção havia sido eliminada pela futura campeã Itália, por 2 a 1. No primeiro tempo, 2 a 0 Suécia. No entanto, o Brasil tinha Leônida da Silva, que marcou duas vezes na vitória por 4 a 2. O Diamante Negro, inclusive, foi o artilheiro desse Mundial, com 7 gols anotados;

Portugal 2×1 União Soviética, 1966

A disputa marca a melhor campanha de uma seleção estreante em Copas, até a Croácia de 1998 alcançar o mesmo feito. Portugal de Eusébio, o artilheiro do Mundial de 1966, derrotou o Brasil com Pelé caçado em campo, a sensação Coreia do Norte e só foi parar para o anfitriões ingleses na semifinal. Ainda assim, superou uma das seleções mais fortes do mundo na época, a União Soviética, na briga pelo terceiro lugar;

Brasil 2×1 Itália, 1978

A Copa em que o Brasil saiu como “campeão moral”, segundo o técnico Cláudio Coutinho. Isso porque, apesar de não ter apresentado um futebol consistente ao longo do torneio, a seleção foi a única a terminar de forma invicta a competição. A campanha foi finalizada justamente em uma disputa de terceiro lugar contra a Itália, que começou na frente. No entanto, o lateral-direito Nelinho tratou de empatar o duelo com um chutaço de efeito, inalcançável até para o lendário goleiro Dino Zoff. Dirceu deu números finais à partida em outro arremate potente, mas dessa vez, de esquerda;

Holanda 1×2 Croácia, 1998

Croácia venceu a disputa de terceiro lugar na Copa do Mundo de 1998

Croácia venceu a disputa de terceiro lugar na Copa do Mundo de 1998 (Reprodução/Fifa.com)

Como citado acima, na primeira Copa do Mundo da Croácia, a seleção do país recém-fundado nos Balcãs eliminou Romênia de Gheorghe Hagi e a Alemanha de Lothar Matthäus, no mata-mata. A equipe do artilhero daquele tonreio, Davor Šuker, ainda sonhou com a finalíssima, ao sair na frente na semifinal contra os anfitriões franceses. Mas, levou a virada. Mesmo assim, superou uma das maiores equipes do mundo na época, na disputa pelo terceiro lugar: a Holanda de Bergkamp, Kluivert, Davids e Van der Sar.

Coreia do Sul 2×3 Turquia, 2002

Coreia do Sul e Turquia disputaram o terceiro lugar da Copa do Mundo de 2002

Coreia do Sul e Turquia disputaram o terceiro lugar da Copa do Mundo de 2002 (Reprodução/Fifa.com)

Talvez a disputa de semifinal menos badalada desta lista. No entanto, não a menos importante, afinal, o gol mais rápido da história dos mundiais saiu nesse jogo. Aos 11 segundos, o turco Hakan Şükür aproveitou bobeada da zaga sul-coreana para balaçar as redes. O gol-relâmpago acabou sendo determinante para a conquista do terceiro lugar pela valente Turquia de 2002, já que a partida terminou 3 a 2 para equipe europeia.

Croácia 2×1 Marrocos, 2022
Uma disputa de terceiro lugar que contava, pela primeira vez na história das Copas, com uma seleção africana. Além disso, o jogo também marcava a consolidação do ciclo vencedor croata em mundiais, uma vez que eles eram os então vice-campeões do torneio. Ao final, Modric e companhia levaram a melhor e provaram que 2018 não havia sido por acaso.

França x Inglaterra, 2026

Apesar da frustração, França e Inglaterra ainda mantêm objetivos na Copa do Mundo de 2026. Isso porque Kylian Mbappé e Jude Belligham lutam pela Cuteira de Ouro da competição. O francês tem oito gols — mesmo número de Lionel Messi — e o inglês, seis.

Já quando o assunto são asistências, Michael Olise é o líder com cinco, à frente de Messi (4), Bruno Guimarães (4), Martin Odegaard (4) e Brahim Díaz.

“Não é o jogo que queríamos […], mas existe um dever quando se veste esta camisa”, declarou o técnico francês Didier Deschamps, em coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 17. Essa será a última partida dele no comando dos Bleus.

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