Neste sábado, 13, o Brasil estreou na Copa do Mundo de 2026 com um empate em 1 a 1 contra o Marracos, no MetLife Stadium, em East Rutherford, na região de Nova Jersey e Nova York. A seleção saiu atrás no placar e só conseguiu a igualdade após jogada individual e golaço de Vini Jr.

Em entrevista pós-jogo, o técnico Carlos Ancelotti avaliou que a demora em entrar no jogo, foi determinante para o resultado: “Acho que não começamos bem, a equipe estava preocupada, perdeu muitos duelos, muitas boas. Melhorou na segunda parte, mas jogo difícil porque o Marrocos é uma boa equipe”, ponderou o italiano, em entrevista ao repórter Alex Escobar, da Rede Globo.

Para Ancelotti, a ansiedade também atrapalhou um pouco na hora de concluir as jogadas, mas vê com bons olhos a atuação: “Um pouco de ansiedade acho que sim. Na primeira parte eles saíam da pressão, faziam transições perigosas. Podíamos ter mais controle. Satisfeito sim… Se esperava começar melhor, mas Marrocos é uma boa equipe, agora é mirar no próximo jogo”, concluiu.

Visão dos jogadores

Ainda em entrevista para a Globo, Igor Thiago apontou “falta de concentração” durante o duelo contra os marroquinos, enquanto Vini Jr., que anotou o nono gol pela Amarelinha, reforçou o começo ruim da seleção. “Acredito que começamos muito mal no primeiro tempo, dificultou muito porque acabamos tomando gol e depois para engrenar a estreia é sempre difícil, mas a gente tem que melhorar e seguir evoluindo porque é Copa não vai ter jogo fácil”, avaliou o ponta-esquerda. “A gente tem que segurar mais a bola, ficar mais com a bola, mover de um lado a outro, porque muitas vezes o adversário vai vir para defender e sair no contra-ataque, mas não tem muito o que falar, é trabalhar que o próximo jogo já está muito perto.”

Já Luiz Henrique, que entrou no segundo tempo, explicou que a tão falada ansiedade durou pouco para ele: “Estava um pouco ansioso, mas depois do primeiro toque na bola me senti mais à vontade”, revelou. “Quando entro ou quando estou de titular, quero entregar meu amor e meu jeito de jogar. Não conseguimos ganhar, mas foi importante não perder. Temos de dar parabéns ao Marrocos, que tem um bom time”, finalizou.

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Time de duas etapas

Já na coletiva pós-jogo, Ancelotti voltou dividir a atuação brasileira contra o Marrocos em duas etapas: um mal início e um reequilíbrio com ações mais efetivas. “Temos que fazer a avaliação do que passou na primeira parte, a equipe não jogou bem, alguns problemas, [no] equilíbrio de equipe, falta, demais bolas perdidas. Aí temos que melhorar esse aspecto”, declarou.  “Na segunda parte fomos melhor, não temos que perder a confiança, porque no primeiro jogo de Copa do Mundo tudo pode passar, não podemos pensar que a equipe está perfeita no primeiro jogo. Tomamos esse resultado que não é mal e vamos lutar no próximo jogo.”

Questionado pela repórter Raisa Simplicio, da PLACAR, sobre Endrick, o técnico italiano desconversou: “Eu não estou aqui para falar individualmente do jogador, eu falo da equipe. A equipe na primeira parte não jogou bem, na segunda parte melhor. Tivemos algumas oportunidades, temos que acertar mais.”

Sobre os pontos positivos dos comandados em campo, Ancelotti destacou a luta “até o último minuto”, no entanto, acredita que deve trabalhar para ter uma “equipe mais equilibrada e mais agressiva na frente”. Ele também voltou a explicar que a escalação inicial não é a esclação que termina um jogo: “Os jogadores que entraram fizeram um bom jogo”, defendeu. Até porque, para o Mister, a equipe marroquina “jogou bem, é uma equipe sólida e tem muita organização.”

Questionado sobre uma eventual demora em realizar substituições, Ancelotti discordou: “Fez duas substituições [no] minuto 45 e outra no minuto 59, entendeu? Duas substituições, minuto 45, outra minuto 59. Eu acho que não foi perdido tempo para fazer substituição.”

Sobre críticas diante da supresa na escalação para o jogo contra o Marrocos, o técnico ponderou que elas devem ser aceitas quando a equipe não joga bem: “Eu creio que a escalação inicial era pensada, porque trabalhamos nisso”, argumentou, “a crítica é à equipe que não jogou bem na primeira parte.”

Para finalizar, Ancelotti garantiu que a confiança para o restante da Copa é “total”, revelou que a escalação da seleção brasileira pode mudar de acordo com o adversário que surgir no decorrer do Mundial e que a “ansiedade” citada por vários jogadores no pós-jogo é algo que será trabalhado em busca de melhora.

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