Lionel Messi anunciou na manhã desta segunda-feira, 31, a sua aposentadoria da seleção argentina. Em suas redes sociais, o camisa 10 publicou uma emocionante carta escrita à mão e um vídeo emocionante justificando sua decisão.

Depois desse tempo que passou desde a final, e de muito pensar, quero comunicar a todos que estou me aposentando da seleção… Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que chegou o momento”, iniciou o jogador de 39 anos. 

Ele defendeu a Argentina entre 2005 e 2006, com uma incrível trajetória em 207 jogos. Bateu recordes com 125 gols 65 assistências, além de quatro títulos: Copa do Mundo 2022, Finalíssima (2022), e Copa América (2021 e 2024). Também conquistou a medalha de ouro da Olimpíada de Pequim 2008, que não entra nas estatísticas oficiais por se tratar de um torneio sub-23, não reconhecido pela Fifa.

Juro que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas também antes disso. Sempre lutei e me entreguei totalmente por esta camisa, para lhes dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol”, continuou. 

No texto, Messi agradeceu todo o apoio da torcida argentina nos últimos 20 anos que defendeu a seleção. Ao final, o craque revelou que escreveu a carta no dia 21 de julho, dois dias após o vice diante da Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a morte de seu pai, Jorge Messi, o fez ficar mais convencido da aposentadoria.

Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convencido disso”, finalizou.

Carta de Messi sobre a aposentadoria

Depois desse tempo que passou desde a final, e de muito pensar, quero comunicar a todos que estou me aposentando da Seleção…

Foi uma decisão que doeu e dói na alma, mas entendo que chegou o momento. Juro que sempre dei tudo de mim, não apenas nos últimos anos, quando ganhamos tudo, mas também antes disso. Sempre lutei e me entreguei totalmente por esta camisa, para lhes dar alegrias e fazer com que se sentissem orgulhosos de ser argentinos através do futebol.

O tempo passa, ciclos se encerram, e este é um que me dói muito. Amo, amei e sempre amarei estar na Seleção. Dei tudo o que tinha, não resta mais nada para oferecer e, além disso, vêm aí grandes jogadores que merecem estar aqui.

Obrigado por todo o carinho nestes 20 anos. Vou sentir muita falta de ouvi-los lá de dentro de campo. Agora serei apenas mais um de vocês, torcendo e apoiando sempre aqui de fora (nos bons e nos maus momentos — e nestes últimos, ainda mais).

Obrigado à minha família por estar sempre presente, por me acompanhar nesta jornada tão linda, porém difícil. Obrigado a cada um dos treinadores, companheiros e dirigentes com quem convivi. Levo comigo lembranças e momentos inesquecíveis.

Saio com a tranquilidade e o orgulho de ter proporcionado a vocês, junto com meus companheiros, momentos com os quais sonhávamos. Foi uma loucura ter vivido isso com vocês. Amo vocês!

Obrigado, Deus, por me fazer argentino. Vamos, Argentina!

*Escrevi estas palavras em 21 de julho, dois dias depois da final. Hoje, depois do que aconteceu com meu pai, estou ainda mais convencido disso.”

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