A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México, será a primeira com 48 seleções participantes e 104 partidas, gerando grande expectativa global. Contudo, a política de preços dos ingressos tem sido alvo de intensa polêmica e até mesmo de investigações oficiais, conforme reportado pela BBC Sport.
Aumento de Preços e Demanda Recorde
Os ingressos para a Copa do Mundo de 2026 são considerados os mais caros já registrados na história da competição. A Fifa adotou um sistema de preços dinâmicos, de modo que os valores podem flutuar conforme a demanda, a fase de vendas e a disponibilidade.
A demanda inicial superou a oferta em mais de 30 vezes nas fases de sorteio, com mais de 150 milhões de pedidos de ingressos recebidos, conforme divulgado em dezembro de 2025. Apesar disso, os preços elevados têm gerado críticas significativas. Por exemplo, ingressos da Categoria 1 para a final foram revendidos por até US$ 2,3 milhões no FIFA Marketplace, a plataforma oficial de revenda.
Investigação Oficial e Medidas de Acessibilidade
A controvérsia em torno dos preços levou as procuradorias-gerais de Nova York e Nova Jersey a abrir uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da FIFA para o Mundial de 2026. As autoridades citam “confusão, falsa escassez e preços absurdamente altos” como motivos para a apuração. Uma deputada dos EUA chegou a pedir que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, compareça ao Congresso americano para explicar a política de preços.
Em resposta às críticas, a Fifa introduziu um ‘Supporter Entry Tier’, oferecendo ingressos a partir de US$ 60, destinados a torcedores de seleções classificadas, com alocação feita pelas federações nacionais. Apesar da alta demanda geral, há relatos de que os preços no mercado de revenda têm apresentado quedas de até 30% em alguns casos, indicando uma flutuação na disponibilidade e nos valores.









