O presidente da Fifa, Gianni Infantino, pediu desculpas formais ao Conselho da entidade durante reunião em Zurique nesta quinta-feira, 15, por não ter informado previamente os membros sobre o projeto de comercialização de lucros futuros da Copa do Mundo, segundo a emissora inglesa Sky Sports.
A retratação ocorreu após o dirigente recuar da controversa proposta avaliada em 20 bilhões de dólares (equivalente a 100 bilhões de reais), que pretendia ceder 20% das receitas dos seus torneios a fundos privados.
Apesar do recuo e das desculpas apresentadas, lideranças do futebol europeu mantiveram a cobrança e reforçaram pedidos pela saída imediata de Infantino, além de exigirem a entrega integral de documentos relacionados à negociação. A proposta enfrentou forte resistência da Uefa, da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol.
Em declarações à imprensa em Zurique após a reunião do Conselho da Fifa, Debbie Hewitt, presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA) e vice-presidente da Fifa, expressou descontentamento com a postura do dirigente.
“Uma das coisas decepcionantes é que não obtivemos respostas para nada do que tínhamos solicitado especificamente – por exemplo, obter os documentos da FFE (Fifa Forward Enterprise, nome da subsidiária que administraria as receitas da Fifa). Eu fiz a pergunta ‘por que não?’ – e nos pediram para enviar essas perguntas por escrito”, disse, de acordo com a BBC Sports.
“Acho que o homem tem que responder a essas perguntas e, se ele não responder a essas perguntas agora, ele não está apto para ser presidente da Fifa – e foi isso que foi compartilhado na reunião”, afirmou.
Cobranças internas e cenário eleitoral
Infantino também enfrentou questionamentos sobre outros temas polêmicos no encontro, como a anulação da suspensão do atacante Folarin Balogun na última Copa do Mundo, a entrega do Prêmio da Paz da Fifa a Donald Trump e o recebimento de uma verba adicional de 1,3 milhão de libras (R$ 8,7 milhões) além de seus vencimentos regulares.
Enquanto busca apoio para renovar seu mandato no congresso marcado para Marrocos em março de 2027, nomes como Arsène Wenger, Luís Figo e Michelle Kang têm sido apontados como alternativas para a disputa política.





