A Copa do Mundo de futebol feminino de 2027 já movimenta o cenário do esporte no Brasil. A competição será disputada em oito estádios, que precisarão se adequar a normas da Fifa. Uma delas é a a garantia de ótimas condições de piso, o que fez com que a comissão organizadora tenha acordado que todos os gramados sejam híbridos.
A Fifa considera naturais as “gramas híbridas”. Ou seja, com superfície natural e fibras sintéticas de sustentação. No momento, os administradores dos estádios estudam custos da implementação.
Porém, para a manutenção da boa qualidade, a necessidade ainda obriga que os estádios sequer sediem qualquer evento não-futebolístico até dois meses antes do início do torneio, marcado para 24 de junho do próximo ano.

Oito cidades receberão partidas da Copa do Mundo Feminina – Divulgação/FifaUm dos estádios é o Mineirão, que passará por uma adaptação ao fim da temporada de 2026. Outras arenas que receberão partidas do torneio também adotarão a tecnologia.
O estádio receberá uma sobrecostura de fibras de polietileno integradas ao gramado natural. O processo é o mesmo utilizado em arenas europeias e busca aumentar a estabilidade e a durabilidade da superfície.
O Maracanã, que já adotava a tecnologia híbrida, recebeu novas aplicações de fibras na última quinta-feira, 24. A intervenção ocorreu poucos dias antes da partida da NFL entre Dallas Cowboys e Baltimore Ravens, mas faz parte de um planejamento permanente para o campo.
A Neo Química Arena, em São Paulo, e o Beira-Rio, em Porto Alegre, também já operam com gramados híbridos. A Arena Fonte Nova, Castelão, Arena Pernambuco e Mané Garrincha ainda serão adaptados.
Híbrido não é sintético
Apesar da possível confusão, não há comparação entre o gramado sintético e o híbrido. Em entrevista à PLACAR, Rodrigo Santos, engenheiro agrônomo e coordenador da Itograss, empresa responsável pelo gramado de parte dos estádios das séries A e B, explica.
“Há um abismo entre o gramado sintético e o misto (ou reforçado). Um gramado reforçado tem entre 7 e 10% de fibras injetado a diversas profundidades com o propósito de aumentar a estabilidade do gramado natural. Essa tecnologia é utilizada na maioria dos gramados nas principais ligas europeias, assim como foi utilizado em todos os estádios da Copa do Mundo”.
O processo é conhecido como “stitching”, ou costura, tecnologia utilizada para integrar a estrutura artificial às raízes da grama natural.
A Fifa proíbe gramados artificiais em Copa do Mundo. Na edição de 2026, todos os estádios tiveram gramados naturais ou mistos.









