A Escócia, líder do Grupo C, enfrenta Marrocos nesta sexta-feira, 19, às 19h (de Brasília). A partida, válida pela 2ª rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, tem favoritismo dos marroquinos. No entanto, a seleção escocesa, que venceu o Haiti por 1 a 0 na estreia, tem na figura de Scott McTominay a sua grande esperança.
O meio-campista viveu altos e baixos durante a carreira, mas chega ao Mundial como um dos melhores jogadores do futebol italiano e um dos melhores meias do mundo.
Do lixo ao luxo

Napoli de Scott McTominay (centro) está perto do scudetto – EFE/EPA/CESARE ABBATE
Scott McTominay surgiu nas categorias de base do Manchester United, clube em que permaneceu dos 12 aos 27 anos. Nascido em Lancaster, na Inglaterra, o jogador escolheu defender a seleção escocesa e já disputou duas Eurocopas, em 2021 e 2024.
Jogador alto, de 1,93m, e de muita força física, o meio-campista atuava na Inglaterra como pimeiro volante, durante a sua passagem no United. Em Old Trafford, mesmo vencendo dois títulos, McTominay nunca deslanchou e era visto como um símbolo da era fracassada dos Red Devils. Em agosto de 2024, tudo mudou, com uma transferência para o Napoli.
A mudança para a Itália não poderia ter feito melhor ao escocês. Na cidade que um dia foi palco de Diego Armando Maradona, McTominay se tornou protagonista, passando a atuar como um meia de forte chegada a área, com faro de artilheiro. Na temporada 2024/25, foram 13 gols na campanha do título do Schudetto napolitano, em que o meio-campista foi eleito o melhor jogador do Campeonato Italiano.
Os motivos para uma mudança tão brusca na carreira de McTominay podem ser encontrados no sol e nos tomates italianos, que segundo o próprio jogador, fizeram diferença, ou na mudança de posicionamento em campo. Antes preso a obrigações defensivas, atuar como um meia avançado criou um “monstro”, que na temporada 25/26 voltou a mostrar a veia artilheira, marcando 14 gols.
Herói escocês e divindade napolitana

Gol de bicicleta de McTominay contra a Dinamarca – Divulgação/Escócia
Pela Escócia, McTominay já é considerado herói. O gol antológico de bicicleta, marcado na vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca, na última rodada das eliminatórias europeias, ajudou a devolver o Tartan Army de volta à Copa do Mundo, após quase três décadas.
Se na seleção escocesa McTominay já é herói e esperança, em Nápoles o jogador já é visto como divindade. “Se Maradona é Deus, ele é Jesus”. A frase dita por Diego Mardona Júnior, filho do “Dios” argentino, ilustra o pensamento das ruas napolitanas.









