A proximidade da Copa do Mundo de 2026 tem gerado um notável aumento nas vendas de camisas de futebol e figurinhas falsificadas na Argentina, país dos atuais campeões mundiais, segundo apuração da Reuters. O fenômeno tem provocado protestos por parte de varejistas, que já enfrentam desafios impostos pelas políticas de abertura de mercado do presidente Javier Milei.
Impacto no Comércio Local
Fabián Castillo, presidente da Câmara de Comércio de Buenos Aires, estima que mais de 70% das camisas da seleção argentina vendidas nas ruas da capital são produtos falsificados. Essa preferência por imitações de baixo custo é atribuída, em grande parte, aos elevados preços das camisas oficiais e à diminuição do poder de compra dos argentinos, cujos salários não têm acompanhado a inflação.
A proliferação de produtos piratas agrava a situação da indústria têxtil local, que tem registrado o fechamento de fábricas devido ao influxo de importações mais baratas sob a gestão Milei.
Preços e a Realidade do Consumidor
Lucas Aranda, um comerciante de tecidos da província de Buenos Aires, exemplifica a disparidade de preços. Ele vende camisas da seleção por 40 mil pesos argentinos (R$ 143,73), valor que representa aproximadamente um quarto do custo das peças originais, conforme informado pela apuração. Este cenário reflete a busca dos consumidores por alternativas mais acessíveis diante da conjuntura econômica.
Além das camisas: figurinhas e o Mundial
O mercado de falsificações não se restringe apenas às camisas. As populares figurinhas de futebol, colecionadas por crianças e adultos para completar os álbuns da Copa do Mundo, também têm suas versões piratas amplamente disponíveis no mercado.









