As procuradoras-gerais de Nova York, Letitia James, e de Nova Jersey, Jennifer Davenport, anunciaram, nesta quarta-feira, 27, a abertura de uma investigação sobre as práticas de venda de ingressos da Fifa para a Copa do Mundo de 2026. A competição começa no dia 11 de junho de 2026, com sede nos Estados Unidos, México e Canadá. A apuração é da AFP.

A investigação foi motivada por reportagens recentes que indicam que torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos adquiridos. Além disso, as declarações públicas da Fifa e o processo de venda de ingressos podem ter contribuído para aumentos exorbitantes de preços. As procuradoras-gerais afirmaram que alguns torcedores receberam assentos de uma categoria inferior à inicialmente escolhida, resultando em condições piores do que o esperado no estádio.

Foco no MetLife Stadium e Preços Dinâmicos

A Justiça dos dois estados solicitou informações à Fifa, com foco particular nas oito partidas programadas para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O estádio, inclusive, será o palco da grande final, que acontece no dia 19 de julho.

Outras Apurações e Críticas à FIFA

A investigação em Nova York e Nova Jersey se soma a outras apurações e críticas já direcionadas à Fifa. Em meados de maio, o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, havia solicitado esclarecimentos à entidade sobre “supostas práticas comerciais enganosas”, segundo o The Athletic. Organizações de torcedores também elevaram o tom, como a Football Supporters Europe (FSE), que acusou a entidade de “extorsão” e “traição monumental” devido aos altos preços dos ingressos, conforme relatado pela AFP.