O experiente técnico italiano Carlo Ancelotti acredita que a seleção brasileira fez a sua melhor aparição nesta Copa do Mundo. Carletto classificou a vitória por 2 a 1 diante do Japão, já nos acréscimos, como um “jogo completo” e normalizou o sofrimento de parte dos torcedores, afirmando que partidas com contextos semelhantes são comuns no futebol moderno.

“Olha, acredito que, até agora, este foi o nosso jogo mais completo. Tivemos mais dificuldades no primeiro tempo; vínhamos buscando oportunidades porque o adversário estava muito bem e fechado na defesa. Na segunda etapa, com os nossos ajustes e o que treinamos, encontramos as soluções. Por isso, esse jogo representa uma evolução para nós. O ponto positivo é que não tivemos problemas em buscar espaços desnecessários, algo que havia acontecido na partida anterior. Hoje resolvemos isso muito bem no segundo tempo, muito bem mesmo”, disse o treinador.

Notícias no WhatsAppEntre no canal da Placar e receba as novidades do futebol em primeira mão.
Entrar no canal

O Brasil saiu atrás do placar no primeiro tempo, mas virou a partida na etapa final, com gols de Casemiro e Gabriel Martinelli. Durante o confronto, Ancelotti realizou quatro alterações: promoveu as entradas dos volantes Fabinho e Danilo Santos, além dos atacantes Endrick e Martinelli.

Neymar e Ancelotti comemoram juntos a vitória que garantiu o Brasil nas oitavas de final - Christopher Neundorfer/EFE

Neymar e Ancelotti comemoram juntos a vitória que garantiu o Brasil nas oitavas de final – Christopher Neundorfer/EFE

Esta foi a terceira vitória em quatro partidas disputadas. Depois de empatar por 1 a 1 com o Marrocos na estreia, a seleção brasileira engatou uma sequência de três triunfos consecutivos: 3 a 0 contra Haiti e Escócia, além dos 2 a 1 diante dos japoneses.

“Bom, o futebol ainda não é uma ciência exata. Nós podemos ganhar ou podemos perder, mas ninguém entra esperando um resultado negativo. Podemos vencer mesmo contra uma equipe europeia pesada ou perder, faz parte. O importante é que a equipe cresceu muito na semana passada. Nós conversamos e alinhamos que não podemos aceitar o empate; ninguém aqui entra em campo sem pensar na vitória”, afirmou.

“No caso do jogo de hoje, fomos para o segundo tempo e a equipe estava muito bem, mas o futebol tem dessas coisas e podemos complicar o jogo sozinhos. Enfim, obviamente o aspecto psicológico é importante, e o sofrimento em campo é normal. No futebol moderno, não há como fugir disso: o sofrimento é normal, assim como o alívio após o apito final. Por isso, sempre tento lembrar que, às vezes, posso ter que vir dar entrevista após uma derrota, o que é um pouco mais complicado”, completou.

A equipe, agora, encara o vencedor do duelo entre Costa do Marfim e Noruega, que jogam na terça-feira, 30, também às 14h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas.

Para o próximo jogo, Ancelotti pode não contar com o meio-campista Lucas Paquetá, que saiu no intervalo com dores na coxa esquerda, com o volante Casemiro, que acusou dores na virilha esquerda, e com o atacante Raphinha, que sofreu uma lesão na coxa direita ainda no jogo contra o Haiti.

Siga a Placar no GoogleFique por dentro das últimas notícias e não perca nenhum lance.
Seguir no Google