O técnico italiano Carlo Ancelotti já tem definidos 18 nomes que estarão na próxima Copa do Mundo. Em entrevista exclusiva à PLACAR, publicada na edição de janeiro, Ancelotti disse que dificilmente fará testes na Data Fifa de março, a última antes da convocação para o Mundial, e admitiu que ainda tem dúvidas sobre o melhor aproveitamento das três vagas extras – criadas a partir de 2022, quando a lista de 23 nomes foi ampliada para 26.
“[Tenho] 18 nomes, mais ou menos. Fica um aviso (risos)”, iniciou dizendo.
“É que há muitas lesões no futebol moderno, então nunca se pode saber. Hoje fazemos uma lista, mas amanhã ou depois dos jogos da Champions League você tem que mudá-la”, completou.
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Na Data Fifa de março, o Brasil encara dois amistosos importantes: a França, no dia 26, em Boston, e a Croácia, no dia 31, em Orlando. Para a lista, especula-se um possível retorno do atacante Endrick, que estreou com gol pelo Lyon, além de nomes como Neymar, em recuperação de uma pequena de cirurgia no joelho esquerdo, e do atacante Igor Thiago, vice-artilheiro da Premier League pelo Brentford. Ancelotti, contudo, prevê poucos testes:
“Eu acho que na Data Fifa de março não vamos fazer testes. Obviamente, vou levar algumas dúvidas até o último dia, mas a ideia é que em março seja mais ou menos a lista definitiva”, afirmou o treinador, que admitiu mais dúvidas sobre o preenchimento do elenco.
“[Sobre as três vagas extras é] difícil. Precisamos ter três goleiros, sim? E dez jogadores para dobrar em suas posições, que somam 20. Mais três que são jogadores que vão fazer ser mais os 20, que tem que escolher onde colocar. Eu estou convencido que se o Brasil defender bem na Copa do Mundo, pode ganhá-la”, concluiu.

Carlo Ancelotti com a reportagem de Placar na sede da CBF – Alexandre Battibugli/Placar
Em 2022, o então técnico Tite utilizou as três vagas extras com jogadores do setor ofensivo. Foram chamados nove atacantes: Neymar, Vinicius Júnior, Antony, Rodrygo, Raphinha, Richarlison, Pedro, Gabriel Jesus e Gabriel Martinelli.
Durante a competição, contudo, sofreu com uma série de problemas com as lesões dos laterais Danilo, Alex Telles e Alex Sandro. Além disso, optou por chamar o veterano Daniel Alves, então com 38 anos, já em baixa na carreira naquele momento.
Durante os sete meses de trabalho à frente da seleção, Ancelotti em diversas ocasiões reafirmou a preocupação em defender bem, citando o modelo de jogo encontrado por Carlos Alberto Parreira no tetracampeonato de 1994.
A derrota de virada por 3 a 2 para o Japão, em outubro, provocou reflexões – até aquele momento, a equipe só havia sofrido um gol nos cinco primeiros jogos sob seu comando. Nos últimos jogos, para fortalecer o setor, testou Eder Militão como lateral direito, apostando na defesa com Marquinhos e Gabriel Magalhães. Pesa, contudo, a nova grave lesão muscular sofrida por Militão, que só deve retornar em abril.
Ancelotti e os rivais do Brasil
Durante a entrevista exclusiva ao repórter Klaus Richmond, na sede da CBF, no Rio, Ancelotti abordou diversos temas importantes e indefinidos visando a Copa do Mundo na América do Norte. Manteve, por exemplo, aberta possibilidade de convocar Neymar e de contar com o veterano na posição de falso 9.
Carletto também falou sobre os conselhos que deu a Endrick e de como pretende repetir na seleção o sucesso que teve na parceria com Vinicius Jr. no Real Madrid. Trechos inéditos da entrevista, além do papo na íntegra, serão divulgados em nossas redes sociais nos próximos dias.
Ainda no aquecimento para a Copa do Mundo, PLACAR traz uma análise dos os adversários do Brasil no grupo C da Copa do Mundo. A edição também destrinchou como jogam e o que esperar de Marrocos, Haiti e Escócia.

Carlo Ancelotti é atração de capa da PLACAR 1531, de janeiro de 2026 – Reprodução/Placar










