Poucas lendas do futebol nacional foram tantas vezes capa de PLACAR quanto Rogério Ceni. Goleiro do São Paulo entre 1993 e 2005, o atual técnico do Bahia se destacou por suas defesas, seus gols de falta e pênalti e pela personalidade forte.

Sempre direto e bem articulado, Ceni concedeu algumas das entrevistas mais memoráveis da revista entre os anos 90 e 2000. Neste 22 de janeiro de 2026, data em que Rogério completa 53 anos, o blog #TBT PLACAR o homenageia relembrando dois perfis sobre “O maior são-paulino de todos os tempos (2005) e “dono da bola” (junho de 2004).

À época, Rogério nem havia conquistado os principais títulos de sua carreira (a Libertadores e o Mundial de Clubes de 2005 e o tri brasileiro entre 2008 e 2008). Mas já era tratado como lenda tricolor – capitão e dono único da bola.

“Alguém tem que bater as faltas do time, não tem? O Marcelinho, no Corinthians, sempre batia. Ele pegava a bola, errava várias vezes, mas era ele. Aqui, todo mundo tem oportunidade. Está aí o campo para todo mundo treinar, mas no jogo alguém tem que chamar a responsabilidade. Eu me acho em condições de bater as faltas e prefiro assumir essa responsabilidade a passar para outro”, cravou em uma das entrevistas.

Os dois perfis tratavam da reação arredia de Rogério a seus críticos.  “Não é difícil admitir falhas. O difícil é ter de admitir uma falha que uma outra pessoa, que não entende, julga que você teve. Uma coisa é falhar, a outra é errar. Só quem está dentro de campo que sabe da curva da bola, do vento, do zagueiro que atrapalhou e do centroavante que passou.”

Relembre, abaixo, duas reportagens de capa sobre o mito do São Paulo:

Rogério Ceni na PLACAR

O maior são-paulino de todos os tempos

Rogério Ceni tem data marcada para se tornar o jogador que mais vestiu a camisa tricolor na história

Diogo Pinheiro, Arnaldo Ribeiro e Maurício Ribeiro de Barros

abril de 2005

Não será uma final, nem um grande clássico. Mas quando Rogério Ceni subir as escadarias que levam ao gramado do Morumbi no próximo dia 30 de abril, sentirá um tremor nas pernas. A ansiedade nada terá a ver com o Paraná, adversário pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro de 2005. É algo muito maior. Rogério certamente levará pelas mãos vários garotos, que logo terão seus lugares tomados pelos repórteres. Precisará desvencilhar-se de câmeras e microfones para saudar a torcida. “É o melhor goleiro do Brasil”, ouvirá com mais força do que nunca.