O Conselho da Fifa aprovou na última quinta-feira, 19, uma regulamentação histórica para o futebol feminino. A medida exige a presença obrigatória de ao menos duas mulheres em todas as comissões técnicas de competições organizadas pela entidade.
A decisão, oficializada em Zurique, busca reduzir a disparidade de gênero em cargos estratégicos de comando. A norma foca especificamente em postos de liderança técnica e suporte médico especializado, garantindo que profissionais qualificadas ocupem espaços de decisão no esporte de alto rendimento.
Quais são as funções obrigatórias nas delegações?
Divisão entre cargos técnicos e médicos
As novas diretrizes estabelecem que as seleções devem preencher duas vagas específicas com profissionais do sexo feminino no banco de reservas e suporte direto:
- Área Técnica: Pelo menos uma mulher deve atuar como treinadora principal ou auxiliar técnica.
- Área Médica: É obrigatória a inclusão de, no mínimo, uma profissional mulher na equipe médica oficial.
A regra será aplicada em torneios de base, seleções principais e no Mundial de Clubes Feminino. O objetivo é assegurar que as mulheres tenham representatividade efetiva tanto na parte tática quanto no cuidado clínico das atletas.
Qual o cronograma de aplicação das novas normas?
Implementação gradual até a Copa de 2027
A implementação ocorrerá de forma gradual para permitir a adaptação das federações nacionais. O primeiro torneio a adotar a norma será a Copa do Mundo Feminina Sub-20, prevista para setembro de 2026, na Polônia.
A exigência estará plenamente em vigor para a Copa do Mundo Feminina de 2027, sediada no Brasil. A decisão responde a um cenário de baixa representatividade: no Mundial de 2023, apenas 12 das 32 seleções eram comandadas por mulheres.
Com a nova norma, a entidade busca institucionalizar a formação e a contratação de profissionais. Assim, a seleção brasileira feminina e demais equipes nacionais deverão preencher lacunas de oportunidade histórica no futebol.










