A temporada da Copa Libertadores tem início nesta quarta-feira, 7, por toda América-Latina. O principal campeonato internacional da América do Sul trouxe recortes interessantes nesta edição, cinco clubes estreiam pela primeira vez em sua história, entre eles, o time brasileiro Mirassol. No entanto, o que chama atenção são os fornecedores de material esportivo: das 32 equipes da fase de grupos, apenas duas possuem sua marca própria de uniformes.

A principal fornecedora desta temporada é a Puma, responsável por vestir nove times, incluindo os brasileiros Fluminense e Palmeiras.

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Marlon Freitas brilhou na vitória sobre o Grêmio em Barueri - Cesar Greco/Palmeiras/

Marlon Freitas brilhou na vitória sobre o Grêmio em Barueri – Cesar Greco/Palmeiras/

Em seguida, a Adidas prevalece equipando sete times, entre eles o Flamengo e Cruzeiro. Por fim, a Marathon, empresa equatoriana, que patrocina outros cinco clubes.

Samuel Lino comemora gol contra o Remo no Maracanã - Gilvan de Souza/Flamengo

Samuel Lino comemora gol contra o Remo no Maracanã – Gilvan de Souza/Flamengo

A Runic, marca do Independiente Del Valle, e a Ruge, do Desportivo Garcilaso, são as únicas fornecedoras próprias presentes. Elas produzem e fabricam de forma exclusiva para aumentar a receita dos clubes, além de ajudar a fortalecer a identidade da equipe. No Brasil, este movimento é mais comum. Equipes como o Bahia, Fortaleza e Atlético-GO já produziram seus próprios uniformes.

Pela primeira vez, a série A do Brasileirão não terá uma marca própria de vestimenta. Esse movimento é um reflexo da modernidade e da valorização do futebol brasileiro como vitrine de um outro modo. Fernando Kleimmann, sócio-diretor da Volt Sport, marca responsável pelos uniformes do Remo e Vitória, explica esse fenômeno:

“Os clubes entenderam que material esportivo deixou de ser apenas uniforme e passou a ser uma unidade de negócio. Desenvolver coleção, logística, distribuição, marketing e varejo exige especialização. Quando o clube opta por uma marca estruturada, ele ganha eficiência e escala, além de ser mais vantajoso financeiramente e gerar mais lucros”, afirma.

Visando essa estratégia, muitos clubes deixaram esse modelo independente de lado. Na Libertadores, essa ação já é evidente quando olhamos o recorte das equipes. Porém, o que também chama atenção é que a maior fornecedora de materiais esportivos do mundo está patrocinando apenas um time.

A Nike, que fornece material apenas ao Corinthians na Libertadores deste ano, retomou agressivamente seu investimento na América do Sul. Após uma revisão de estratégias, a marca opta agora por patrocinar os “clubes certos” em questão de massa, potencial de venda e engajamento. Na temporada, a empresa fechou contratos importantes na América com o Vasco da Gama, Atlético-MG, Racing Club (Argentina) e Olimpia (Paraguai).

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