A atacante brasileira Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, negou categoricamente ter proferido insultos racistas contra a zagueira Fatou Dembele, do Tenerife. O incidente aconteceu na última terça-feira, 17, durante a semifinal da Copa da Rainha.

“Venho a público me pronunciar sobre a denúncia registrada em súmula na partida de ontem, que me atribui uma acusação de cunho racista. Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra “negra” ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu. O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte”, disse Gio em nota.

O incidente e a ativação do protocolo de segurança

O caso foi registrado aos 44 minutos do segundo tempo na partida de volta da semifinal. Após a expulsão de Dembele, a goleira Noelia Ramos, do Tenerife, acusou Garbelini de utilizar termos ofensivos de cunho racial. Diante da denúncia, a arbitragem seguiu as normas da federação espanhola e paralisou o confronto por cinco minutos.

O que consta no relatório oficial da arbitragem

Na súmula oficial da partida, a árbitra registrou a denúncia apresentada pelas jogadoras do Tenerife, mas ressaltou que nenhum membro da equipe de arbitragem ouviu a suposta ofensa. A tensão persistiu após o apito final, com relatos de confusão no túnel de acesso aos vestiários, demandando intervenção policial.

Defesa da jogadora e desfecho da competição

Em nota, Gio Garbelini refutou o uso de qualquer termo discriminatório. O caso agora será analisado pelos comitês disciplinares competentes. No aspecto esportivo, o clube madrilenho venceu por 1 a 0, com gol de Synne Jensen, garantindo a vaga na final com placar agregado de 2 a 0.

Nota de Gio Garbelini

Venho a público me pronunciar sobre a denúncia registrada em súmula na partida de ontem, que me atribui uma acusação de cunho racista.

Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra “negra” ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu.

O racismo é algo que rejeito profundamente. Vai contra tudo o que sou e tudo o que vivi no esporte. Ao longa da minha carreira compartilhei vestiário, conquistas e amizades verdadeiras com pessoas de culturas e origens diferentes — e isso sempre foi algo natural para mim, não uma postura.