A prisão de Ronaldinho Gaúcho e o mundo de fantasia do futebol
Alguns jogadores podem se meter em confusões, mas continuarão sendo idolatrados pela torcida. Seus golaços e acrobacias em campo soterrarão as lambanças

Minha relação com a torcida sempre foi de amor e ódio. Nunca tive um estrategista de marketing para me transformar em ídolo e jamais medi palavras para dizer o que pensava. Eu era garoto quando meu pai foi enrolado por dirigentes do Botafogo. Ouvia suas reclamações e aquilo me revoltava. Não me conformava quando, já jogador, era barrado em restaurantes por ser negro. Minha diferença é que botava a boca no trombone e isso gerava antipatia dos dirigentes, os mesmos que deram uma volta no meu pai.
Construí minha carreira batendo e apanhando. Hoje quando me perguntam sobre essa história confusa de Ronaldinho Gaúcho e do irmão Assis acho curioso. Muita gente, até hoje, me olha torto por eu ter passado boa parte de minha vida mergulhado em cocaína e álcool. Há 20 anos estou limpo, nem chopinho. Nunca roubei ou passei a perna em ninguém, mas continuam me olhando…
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