O Atlético de Madrid e o Arsenal protagonizaram um empate tenso por 1 a 1 na tarde desta quarta-feira, 29, no Estádio Metropolitano, em Madri. Em partida válida pela ida da semifinal da Champions League de 2025/26, o equilíbrio ditou o ritmo do confronto, que teve seus momentos cruciais definidos na marca da cal e com intervenções decisivas da arbitragem de vídeo.

Viktor Gyokeres abriu o placar para os ingleses, enquanto Julián Álvarez garantiu a igualdade para os donos da casa.

Vantagem inglesa no apagar das luzes

A primeira etapa foi marcada por muito estudo e poucas infiltrações claras. As duas equipes se respeitaram ao extremo, congestionando o meio-campo. A primeira grande emoção veio apenas aos 15 minutos, quando Julián Álvarez exigiu grande defesa do goleiro Raya.

No entanto, quando o zero parecia garantido no placar antes do intervalo, um erro defensivo mudou a história. Aos 43 minutos, Hancko derrubou Gyokeres dentro da área. O próprio atacante sueco foi para a cobrança, bateu forte no canto direito de Oblak e inaugurou o marcador, anotando seu quinto gol na competição.

Blitz espanhola e o empate na mesma moeda

O cenário mudou drasticamente na volta do vestiário. O Atlético adotou uma postura agressiva, encurralando o Arsenal. Aos 8 minutos da etapa final, a pressão quase surtiu efeito: após chute de Lookman defendido por Raya, Álvarez pegou o rebote, mas o zagueiro Gabriel Magalhães salvou o gol de empate de forma heroica, cortando a bola com o ombro.

A insistência colchonera, porém, foi recompensada logo em seguida. Após cobrança de escanteio, a bola tocou no braço de Ben White. Com o auxílio do VAR, o árbitro assinalou o pênalti. Julián Álvarez cobrou com perfeição no ângulo, sem chances para Raya, marcando seu décimo gol no torneio e incendiando o estádio.

Trave, tensão e alívio no fim

Com o empate, o time da casa manteve o ímpeto em busca da virada. Aos 18 minutos, Griezmann fez a torcida prender a respiração ao carimbar o travessão em um forte chute de canhota. Raya ainda precisou intervir de forma providencial para evitar um gol olímpico de Álvarez.

Na reta final, o drama mudou de lado. Aos 33 minutos, o árbitro chegou a marcar um novo pênalti para o Arsenal após queda de Eze em disputa com Hancko. Contudo, após longa revisão no monitor do VAR, a penalidade foi anulada, para alívio dos espanhóis.

O apito final confirmou a igualdade, deixando a disputa pela vaga na grande final de Budapeste totalmente em aberto. Com o 1 a 1 na Espanha, quem vencer o jogo de volta, marcado para a próxima terça-feira (5 de maio) no Emirates Stadium, em Londres, avança para a decisão do torneio continental.