O Botafogo enfrenta duas graves questões financeiras: a primeira delas é a punição de transfer ban, que impede a inscrição de novos jogadores, e a segunda o atraso de pagamentos ao elenco. De acordo com informações do jornal O Globo, o pagamento de direitos de imagem está atrasado há um mês, enquanto o FGTS está irregular há três meses.
Com o atraso no fundo de garantia, existe a possibilidade dos atletas entrarem na Justiça em busca de uma rescisão de contrato. Parte do valor da venda de David Ricardo ao Dínamo Moscou por 6,5 milhões de euros (R$ 40 milhões) será destinada a pagar esses valores em déficit com os jogadores. O Glorioso tem direito a 80% deste montante, R$ 32 milhões.
Transfer ban ameaça reforços
O problema envolvendo o transfer ban é complexa e a SAF do clube não está otimista que a punição caia nas próximas semanas. O Botafogo está proibido de inscrever jogadores por conta de uma dívida de 21 milhões de dólares (R$ 114 milhões) com o Atlanta United, dos Estados Unidos, pelo negócio que levou Thiago Almada à equipe em 2024.
O Glorioso não tem conseguido apresentar garantias financeiras necessárias para a equipe americana, MLS e a Fifa, exigidas para derrubar a punição. John Textor sinalizou um aporte de 50 milhões de dólares para pagar as dívidas, valor que ainda não chegou aos cofres do Fogão.
De acordo com a reportagem, a Eagle Football Holdings (EFH) já preparou todos os documentos para o aporte financeiro, mas a Ares Management, uma das principais credoras do grupo, ainda não aprovou a transferência. Enquanto isso, o Botafogo considera a possibilidade de emprestar seus reforços, caso o processo demore.
O Glorioso contratou o zagueiro Ythallo, Riquelme e Lucas Villalba, além de ter se acertado com Cristian Medina, do Estudiantes.
Algumas negociações de saídas de jogadores também estão congeladas pelo clube, o que não é o caso Savarino, que não foi relacionado para a partida da última quarta-feira, por estar perto de sair para o Fluminense.





