O Cruzeiro apresentou nesta quarta-feira, 7, Tite como seu novo treinador para as próximas duas temporadas. Depois de mais de um ano de afastamento do futebol, desde sua saída do Flamengo, o técnico de 64 anos foi enfático ao explicar que o tempo longe não foi utilizado apenas para cuidados com sua saúde mental, mas como uma necessidade estratégica para sua evolução profissional. Ele também evitou rusgas ao ser questionado sobre problemas de relacionamento com Gabriel Barbosa, emprestado ao Santos.
“A pausa foi uma escolha consciente. O futebol brasileiro exige uma carga emocional e intelectual absurda. Eu tinha que reciclar, estudar novas tendências e, principalmente, oxigenar a mente para entregar a excelência que um clube da grandeza do Cruzeiro merece”, afirmou o treinador.
“Tem uma parábola da águia: chega em determinado momento que ela sai, ela vai para o penhasco, ela fica quieta, ela tira o bico, ela tira a unha e tira a pena, porque ela tem que reciclar em algum momento. Eu tinha essa necessidade de reciclar’, completou.
O novo comandante também preferiu não alongar o histórico de problemas envolvendo Gabigol, ainda atleta do Cruzeiro emprestado até dezembro ao time paulista, desejando felicidade ao jogador em seu desafio:

Tite terá o segundo maior salário entre os técnicos da Série A do Brasileirão – Divulgação/Cruzeiro
“A gente olha pra frente. Agora eu quero pensar nas possibilidades de utilização do Néiser, do Chico que tá chegando. Eu desejo sucesso pra ele no trabalho, que ele possa retornar e dar ao Cruzeiro, no momento que for conveniente, a melhor situação possível. Eu quero focar no meu trabalho, eu quero focar naquilo que eu possa desenvolver na melhor condição, que ele seja feliz no local. Então, que eu tenha felicidade de estar no Cruzeiro e muito feliz por ter sido escolhido”, explicou.
Um dos pontos que pesaram para o acerto foi a organização administrativa do Cruzeiro sob o comando da gestão de Pedro Lourenço. Tite revelou que recebeu sondagens do futebol árabe e de seleções estrangeiras, mas o projeto de longo prazo na Toca da Raposa falou mais alto.
O treinador elogiou a infraestrutura do clube e a clareza nas metas estabelecidas pela diretoria. O contrato de Tite prevê bônus por títulos na Copa Libertadores e no Brasileirão, competições que o técnico volta a disputar com sede de protagonismo.





