O jejum acabou, e da melhor forma possível para o torcedor alvinegro: em um clássico. Após quatro empates consecutivos no início da temporada, o Atlético-MG finalmente conquistou sua primeira vitória em 2026 ao bater o rival Cruzeiro por 2 a 1, na noite deste domingo (25), na Arena MRV. Em um jogo marcado pela chuva e pela tensão, o Galo saiu atrás no placar, mas contou com a estrela de seus ídolos Bernard e Hulk para virar a partida válida pela quinta rodada do Campeonato Mineiro.

Eficiência celeste e polêmica na etapa inicial

O primeiro tempo foi um teste de nervos para os donos da casa. Pressionado pela necessidade da vitória, o Atlético tentou impor ritmo, mas esbarrou em um Cruzeiro bem postado e letal nos contra-ataques. A estratégia da Raposa funcionou aos 26 minutos. Aproveitando um erro de posicionamento defensivo, Kaiki acertou um belo lançamento nas costas de Alonso. Kaio Jorge, com frieza, tocou na saída do goleiro Everson para abrir o placar e silenciar momentaneamente a Arena.

O Galo sentiu o golpe, mas tentou responder na base da insistência. O clima esquentou nos acréscimos da primeira etapa, quando Bernard caiu na área em disputa com Kaiki e pediu pênalti. A arbitragem mandou seguir, gerando revolta nos jogadores atleticanos e elevando a temperatura para o intervalo.

A virada passa pelos pés dos ídolos

A postura do Atlético mudou drasticamente no segundo tempo, impulsionada pela entrada de Dudu no jogo. Aos 11 minutos, o atacante fez grande jogada individual pela esquerda, driblou Fabrício Bruno e cruzou fechado. A bola atravessou a área e encontrou Bernard, que fechou no segundo pau para empatar a partida e incendiar a torcida.

A virada veio com a assinatura do maior ídolo recente do clube. Aos 23 minutos, Gustavo Scarpa, que havia acabado de entrar, serviu Hulk na meia central. O camisa 7 mostrou porque é decisivo: com um drible curto, deixou o zagueiro Jonathan Jesus na saudade e bateu colocado, sem chances para Cássio. Um golaço que decretou a vantagem alvinegra.

Drama, chance incrível perdida e alívio

Os minutos finais foram de puro drama. O Cruzeiro se lançou ao ataque e teve a chance de ouro para empatar aos 43 minutos. Matheus Pereira, em lance de genialidade, deixou Arroyo livre, sem goleiro, na pequena área. Inacreditavelmente, o atacante finalizou por cima do travessão, levando o técnico Tite ao desespero na beira do campo.

O Atlético ainda poderia ter ampliado nos acréscimos, quando Igor Gomes carimbou a trave, mas o apito final confirmou o alívio e a festa em preto e branco. Com o resultado, o Galo respira na competição antes da estreia no Brasileirão contra o Palmeiras, enquanto o Cruzeiro estaciona nos seis pontos e foca no duelo contra o Botafogo.