Gary Neville, ex-lateral e ídolo do Manchester United, alertou os proprietários do Manchester City sobre a condenação do clube por infrações financeiras. O ex-jogador afirmou que eles enfrentarão uma situação insustentável caso o recurso apresentado seja rejeitado. A declaração foi feita à emissora britânica Sky Sports, onde Neville é como comentarista.

“É difícil imaginar como os proprietários do Manchester City poderão cumprir o teste de proprietários e diretores neste país se o veredito for mantido. A realidade é que, devido a proprietários de clubes com práticas questionáveis, existem regras muito mais rígidas em vigor. Será difícil para os donos do Manchester City manterem seu status”, iniciou Neville.

“Os clubes são bens protegidos, bens da comunidade, devido ao seu significado para os torcedores e para os habitantes de uma cidade, portanto, os proprietários devem cumprir as regras e leis estabelecidas no processo”, commplementou.

O que motivou as sanções financeiras?

A investigação apurou supostas quebras recorrentes nas regras de fair play financeiro da competição inglesa entre 2009 e 2017. Conforme o relatório divulgado pelos reguladores, o clube: organizou contratos ‘falsos’ com diversos parceiros comerciais; registrou contas falsas e ocultou a verdadeira situação financeira de seus auditores e reguladores do futebol; entre outras denúncias.

O Manchester City negou categoricamente qualquer irregularidade financeira e assegurou que apresentará provas suficientes em seu recurso para desqualificar as acusações perante o tribunal competente.

Por que multas e perda de pontos não seriam suficientes?

Neville argumentou que sanções brandas não respondem de maneira adequada à dimensão do caso. Na visão do analista, medidas apenas desportivas ou financeiras seriam paliativas diante de práticas estruturais de desrespeito ao regulamento esportivo.

O ex-atleta enfatizou que a aprovação no teste de aptidão de proprietários e diretores da liga e a revisão histórica do período apurado são passos indispensáveis para resguardar a integridade institucional do futebol inglês.

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“A única punição apropriada é aplicar, em primeiro lugar, o teste dos proprietários e diretores e, em seguida, analisar as conquistas ao longo do período e determinar se elas ainda devem ser mantidas. Essas duas coisas teriam as consequências mais diretas para o futebol inglês”, iniciou Neville.

“Se eu fosse o Manchester City, aceitaria imediatamente uma multa ou dedução de pontos, mesmo que fossem 60 pontos, porque isso só prejudicaria vocês momentaneamente. Ser dono de um clube de futebol neste país é uma das maiores responsabilidades que alguém pode ter. É algo que precisa ser levado muito a sério”, finalizou.

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