Convocado pela primeira vez por Carlo Ancelotti, Vitor Roque vive a expectativa da sua reestreia na seleção brasileira. Em disputa por uma vaga na Copa do Mundo de 2026, o atacante do Palmeiras comentou sobre a chance recebida e destacou a confiança de Abel Ferreira para retomar sua boa fase, mas citou ainda o sonho de voltar ao futebol europeu.

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“Quando voltei da Europa, estava mal psicologicamente, sem confiança nenhuma. Cheguei ao Palmeiras sem confiança, e o professor Abel depositou essa confiança em mim. Mesmo eu não estando bem, ele me colocava nos jogos. Ter sequência é importante para retomar a confiança. Fiz os gols e estou muito feliz de estar aqui na seleção”, disse Vitor Roque.

O atacante do Palmeiras foi convocado apenas pela segunda vez para a seleção principal. Sua estreia aconteceu em 2023, em derrota para o Marrocos. Na época, o Brasil ainda passava por um processo de transição e tinha Ramon Menezes como técnico.

Vitor Roque passou por uma grande má fase no futebol europeu desde então, trocou o Barcelona pelo Real Betis. Sem resultado, voltou ao futebol brasileiro, agora no Palmeiras. Na atual temporada, são 20 gols e cinco assistências em 52 jogos – 16 tentos marcados no Brasileirão, um atrás somente dos artilheiros Arrascaeta e Kaio Jorge.

Na seleção brasileira, Vitor Roque disputa posição com o próprio Kaio Jorge, mas também Richarlison e Matheus Cunha como atacantes de maior mobilidade.

Vitor Roque bateu marca de Ronaldo e se tornou o mais jovem a estrear pelo Brasil - Juan Pablo Pino/AFP via Getty Images

Vitor Roque bateu marca de Ronaldo e se tornou o mais jovem a estrear pelo Brasil – Juan Pablo Pino/AFP via Getty Images

O sonho do futebol europeu

“Quando eu saí do Athletico-PR, eu tinha um plano de carreira. Todo atleta acredita… Um clube como o Barcelona é um dos maiores do mundo. É um sonho jogar na Europa. Estou focado no Palmeiras, mas, quero um dia retornar”, disse Vitor Roque, em coletiva pela seleção brasileira.

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“Fui para Europa muito cedo. Aprendi muito e penso da mesma forma: voltar ao futebol brasileiro não é um passo atrás. Às vezes tem que dar um passo atrás para dois a frente”, completou, citando na sequência Luiz Henrique como exemplo, que foi campeão pelo Botafogo e hoje está no Zenit, da Rússia.

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