O Conselho de Ética do São Paulo finalizou o relatório que recomenda a expulsão dos conselheiros Mara Casares e Douglas Schwartzmann. De acordo com o ge, a decisão, tomada de forma unânime pelo órgão, baseia-se em investigações sobre a exploração irregular de camarotes no estádio do MorumBIS. O documento aponta falta de contratos e uso indevido de ingressos.
Quais irregularidades foram encontradas nos camarotes?
A auditoria identificou que o camarote 3A, conhecido como “Sala Presidencial”, era utilizado para comercialização clandestina de ingressos. O esquema operava sem qualquer respaldo jurídico ou contrato formalizado com o clube. Isso impedia o controle financeiro da arrecadação e gerava prejuízo direto aos cofres do São Paulo.
O relatório destaca que houve uma distribuição excessiva de cortesias sob influência dos conselheiros citados. Esses assentos deveriam ser comercializados pelos canais oficiais, mas eram usados para fins de clientelismo político. A investigação interna aponta que a prática era recorrente em dias de grandes eventos no estádio.
Qual o próximo passo para a expulsão dos conselheiros?
O processo agora segue para o Conselho Deliberativo, que é o órgão responsável por votar a cassação definitiva dos mandatos. O atual presidente do clube, Harry Massis Júnior, manifestou apoio público à recomendação de expulsão. Ele afirmou que a medida é essencial para garantir a transparência e a integridade da instituição.
Mara Casares e Douglas Schwartzmann negam as irregularidades e sustentam que não há provas de recebimento de valores financeiros. A defesa alega que as gravações utilizadas na investigação foram mal interpretadas. Caso a expulsão seja confirmada, os conselheiros perdem todos os direitos políticos e o vínculo associativo com o clube.









