O técnico Leonardo Jardim atribuiu à intensidade inicial do Flamengo a virada por 3 a 1 sobre o Santos, neste domingo, no Maracanã, pela décima rodada do Campeonato Brasileiro. Após sair atrás, a equipe construiu a vitória no segundo tempo.
Para o treinador, o controle do jogo foi tamanho que o placar poderia ter sido ainda mais amplo. “Se fosse preciso, faríamos mais um ou dois gols. Tínhamos energia no banco para manter o ritmo. O 3 a 1 resolveu, mas poderíamos ter ido além”, afirmou.
Segundo Jardim, a superioridade na etapa final foi consequência do desgaste imposto ao adversário desde o início. “Falei aos jogadores no fim do jogo: só foi possível uma segunda parte determinante porque, na primeira, a nossa atitude e dinâmica fizeram o adversário correr. Eles não conseguiriam aguentar o tempo todo”.
O treinador ressaltou que a proposta passa por manter intensidade alta desde os primeiros minutos, independentemente da conversão das chances.
“Com o elenco que temos, precisamos provocar esse desgaste logo no início. Às vezes o gol não sai, como aconteceu em duas chances claras, mas o efeito aparece depois. Voltamos com a mesma intensidade, mesmo com erros, gol anulado e paralisação, e conseguimos fazer três gols”, analisou o português.
Jardim também minimizou o impacto do gol anulado de Léo Ortiz, após revisão do VAR, e disse que evitou qualquer abalo emocional na equipe. “Não posso deixar uma decisão arbitral interferir no psicológico. Reforcei no intervalo que eles iriam quebrar fisicamente e que continuaríamos a acelerar.”










