O técnico Rafael Guanaes identificou a logística e os fatores geográficos como os maiores obstáculos para a estreia do Mirassol na fase de grupos da Copa Libertadores da América. O planejamento para enfrentar altitudes severas será determinante para o sucesso no Grupo G.

Os desafios geográficos enfrentados no Grupo G

Após o sorteio realizado pela Conmebol, a comissão técnica passou a monitorar as condições atmosféricas das partidas fora de casa. O clube enfrentará cenários extremos que exigem preparação fisiológica e técnica específica:

  • Always Ready (Bolívia): Atua em El Alto, a 4.090 metros acima do nível do mar, uma das maiores altitudes do mundo.
  • LDU (Equador): Manda seus jogos em Quito, a aproximadamente 2.800 metros de altitude.
  • Lanús (Argentina): Representa o desafio logístico de deslocamento ao sul do continente.

Planejamento logístico e mitigação de desgaste

Para Guanaes, o diferencial estratégico será minimizar o impacto no desempenho dos atletas. A altitude altera significativamente a velocidade da bola e dificulta a recuperação fisiológica entre as rodadas da competição continental e do Campeonato Brasileiro.

A estratégia foca em antecipar viagens e adaptar os treinamentos para as condições específicas de cada país. O objetivo é manter a competitividade do elenco em múltiplas frentes simultâneas, priorizando a integridade física dos jogadores durante a maratona de jogos.

Cenário atual e estreia contra o Lanús

O clube garantiu sua vaga inédita após terminar o Brasileirão 2025 na 4ª posição, com 67 pontos. Atualmente, a equipe busca recuperar o ritmo técnico, ocupando a 12ª colocação no campeonato nacional e enfrentando um jejum de sete jogos sem vitórias.

A estreia na fase de grupos está prevista para ocorrer contra o Lanús, no Estádio José Maria de Campos Maia. Somar pontos em casa é considerado vital antes de iniciar a sequência de viagens desgastantes pela América do Sul.