Oficialmente apresentado como o novo comandante do Corinthians nesta terça-feira, 7, o técnico Fernando Diniz não poupou elogios ao atacante holandês Memphis Depay. Questionado sobre a permanência e a importância do jogador, que sofre com uma sequência de lesões desde a chegada ao clube, o treinador reforçou o desejo de mantê-lo após a Copa do Mundo.
“Espero que ele fique. Acho que o Memphis vir para o Brasil é um presente para o brasileiro, é uma super estrela mundial. Desde quando chegou, em 2024, foi muito importante. Nos momentos decisivos, das conquistas recentes do Corinthians, ele esteve muito presente. Quando a gente vai jogar contra sabe que é um cara que pode decidir a qualquer momento”, disse Diniz.
“Se reconhece como um grande jogador, gosta de estar no Corinthians e no Brasil. Gosta de ser decisivo e tem carisma para isso. É muito difícil ter um jogador desse quilate jogando no Brasil. Espero muito que ele fique. Quero construir uma história junto com ele. Espero que fique por bastante tempo para erguer mais taças pelo Corinthians”, completou.

Memphis não consegue sustentar ataque do Corinthians sem Yuri Alberto – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Apesar do forte entusiasmo do novo técnico, a sequência e uma eventual renovação de Memphis ainda dividem a diretoria do clube.
Atualmente, o camisa 10 faz tratamento por conta de uma lesão muscular sofrida diante do Flamengo, em 22 de março, que o levou a ser cortado para os compromissos da seleção holandesa na última Data Fifa. O departamento médico do clube não estipulou um prazo de retorno.
Além disso, a permanência plena exige fôlego financeiro da diretoria. Na última semana, o diretor financeiro do Corinthians, Emerson Piovezan, confirmou em entrevista ao podcast Alambrado Alvinegro que o clube possui uma dívida acumulada de R$ 42 milhões com o holandês, referente a metas alcançadas de gols e assistências estipuladas no contrato assinado em 2024.
A cúpula alvinegra já admitiu a pendência e negocia com o estafe de Depay um modelo de parcelamento viável, garantindo que o acordo firmado será honrado, apesar do impacto nos cofres.










