O Campeonato Brasileiro está de volta. Depois da pausa para a Copa do Mundo, a competição retornou entre o fim do primeiro turno e o início do segundo, com as brigas por principais objetivos de cada time já desenhadas.
A retomada do Brasileirão coincide também com o início de um novo ciclo da seleção brasileira. Depois da campanha frustrante na Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti terá pela frente a missão de renovar o elenco, abrindo espaço para uma nova geração de jogadores.

Embora a maior parte dos convocados atue na Europa, o treinador e sua comissão técnica podem encontrar soluções no futebol brasileiro. Assim, PLACAR reuniu dez jovens atletas com margem para evolução e podem entrar no radar da seleção no ciclo rumo à Copa do Mundo de 2030.
Matheus Martinelli (Fluminense)

Martinelli marca para o Fluminense no Supermundial de 2025 – Paul ELLIS / AFP
Aos 24 anos, Matheus Martinelli já soma mais de 300 partidas pelo Fluminense. Revelado em Xerém, o volante participou das principais campanhas do clube nos últimos anos e se consolidou como um dos jogadores mais importantes do elenco.
Martinelli não se destaca por gols ou assistências, mas sim por boa leitura dos espaços, qualidade na saída de bola e capacidade de recomposição defensiva. Pode ser o segundo jogador de meio-campo, assim como atuar em uma trinca.
Mesmo com a sequência como titular e a experiência em competições internacionais, o volante nunca recebeu uma oportunidade na seleção principal. Em um momento de renovação no setor, uma boa sequência pode chamar a atenção de Ancelotti.
Pedro Morisco (Coritiba)

Pedro Morisco, goleiro do Coritiba – Divulgação / Instagram
O Coritiba conviveu com dificuldades nas últimas temporadas, mas Pedro Morisco foi um dos poucos jogadores que conseguiu se firmar. Hoje, aos 22 anos, volta de lesão como uma das esperanças do Coxa Branca para o restante do ano.
Morisco tem bons reflexos, é seguro nas saídas do gol e participa da construção das jogadas com os pés. Em apenas quatro jogos neste Brasileirão, evitou o Coritiba de sofrer 2,94 gols, segundo o Sofascore, em estatística que subtrai o número de gols sofridos esperados pelo número de gols sofridos do time enquanto o jogador esteve em campo.
A seleção brasileira passa por uma transição na posição. Podendo aproveitar a entressafra após possível fim de ciclo de Alisson, Morisco certamente é acompanhado pela comissão de Carlo Ancelotti.
Breno Bidon (Corinthians)

Breno Bidon, do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Titular do Corinthians aos 21 anos, Breno Bidon é um dos principais nomes da nova geração. Depois de se destacar nas categorias de base, o meio-campista foi destaque do Timão na temporada de 2025, brilhando no título da Copa do Brasil.
Canhoto, habilidoso e ágil, Bidon se destaca pela qualidade no passe e pela capacidade de controlar o ritmo do jogo. Pode atuar como terceiro homem de meio ou em função mais criativa, tendo em vista sua característica de resolver bem problemas em curto espaço.
O setor em que atua é o que deve passar por mudanças ao longo do ciclo para 2030. Bidon, assim, pode ser essa figura criativa de meio-campo, que o Brasil tem sentido falta na última década.
Gabriel Mec (Grêmio)

Gabriel Mec, jogador do Grêmio – LUCAS UEBEL/GREMIO FBPA
Mesmo antes de estrear entre os profissionais do Grêmio, Gabriel Mec já era tratado como uma das principais promessas brasileiras. Aos 18 anos, o meia-atacante começou a ganhar espaço no elenco principal e é visto como um dos jogadores mais talentosos de sua geração.
Mec atua preferencialmente partindo do lado direito, mas também pode jogar centralizado. O jovem canhoto tem facilidade no um contra um, bom controle de bola em velocidade e costuma encontrar passes para romper linhas, além de aparecer na área para finalizar.
Ainda em início de trajetória no profissional, Gabriel Mec reúne características que podem fazê-lo um “camisa 10 clássico”. Carlo Ancelotti, em 2026, teve dificuldade para encontrar esse tipo de jogador.
Lorran (Flamengo)

Lorran, meia-atacante do Flamengo – Divulgação / Instagram
Lorran surgiu como uma das grandes revelações do Flamengo nos últimos anos. Depois de estrear muito jovem entre os profissionais, perdeu espaço e chegou a ser emprestado ao Pisa, da Itália.
Agora, aos 20 anos, volta ao Flamengo em busca de sequência e afirmação. Lorran tem a perna esquerda como a forte e pode atuar centralizado ou aberto pelos lados, visto seu bom drible curto, a boa capacidade de encontrar espaços entre as linhas, o bom chute e a qualidade no último passe.
Apesar da concorrência atual e potencial ser forte no setor, sua característica mais próxima de um meia-atacante pode ser um diferencial. Se conseguir regularidade, pode aparecer na seleção durante o ciclo para a Copa do Mundo de 2030.
Gabriel Bontempo (Santos)

Gabriel Bontempo, meio-campista do Santos – Divulgação / Instagram
Em crise, o Santos voltou a apostar em jogadores formados nas categorias de base, e Gabriel Bontempo rapidamente ganhou espaço. O meio-campista de 21 anos logo se tornou uma das peças mais utilizadas da equipe e chamou atenção pela maturidade.
Bontempo pode jogar como segundo volante ou mais adiantado no meio de campo. Tem bom passe, boa aplicação sem bola e facilidade para participar da conclusão das jogadas.
A seleção brasileira busca alternativas para o meio-campo no ciclo até 2030. Pela regularidade que vem apresentando e pelo crescimento, Gabriel Bontempo pode entrar no grupo de jovens monitorados.
João Ananias (Santos)

João Ananias, jovem zagueiro do Santos – Divulgação / Instagram
Mais um Menino da Vila, João Ananias tem conseguido espaço já aos 19 anos. Zagueiro canhoto, passou a figurar entre as principais opções do plantel, entrando na briga contra medalhões como Lucas Veríssimo.
Além da imposição física, João chama atenção pela qualidade na saída de bola e pela tranquilidade para iniciar a construção das jogadas. Também pode atuar em uma linha com três zagueiros, cenário em que ganha ainda mais liberdade para participar da primeira fase ofensiva.
O ciclo até a Copa do Mundo de 2030 também deve abrir espaço para novos nomes na defesa. Pela idade e qualidade, João Ananias já é uma alternativa para renovar a fracassada geração da seleção brasileira.
Arthur Dias (Athletico Paranaense)

Arthur Dias, promessa do Athletico – Divulgação / Instagram
Titular do Athletico aos 19 anos, Arthur Dias é tratado até fora do Brasil como um dos grandes talentos de sua posição. Com experiência na seleção brasileira de base, já é titular do Furacão.
Arthur tem boa imposição física e chama a atenção pela segurança nos duelos individuais. Ambidestro, tem alta qualidade na saída de bola. O jogador de 1,88m ainda tem forte capacidade de defender em campo aberto, característica cada vez mais valorizada em equipes que jogam com a linha defensiva adiantada.
Arthur Dias certamente vai entrar no grupo de jovens observados pela comissão técnica de Carlo Ancelotti. Pode ser alternativa para atuar tanto na função de Marquinhos quanto na de Gabriel Magalhães, titulares da última Copa.
Allan (Palmeiras)

Allan, do Palmeiras, comemora gol em clássico – Cesar Greco / Palmeiras
Mesmo em uma das equipes mais competitivas e vitoriosas do Brasil, Allan conseguiu se destacar. Muitas vezes tomando espaço de contratações milionárias, o garoto de 22 anos já é uma das figuras mais queridas pela torcida entre as peças de ataque do Palmeiras.
Allan é canhoto e atua preferencialmente pelo lado direito, mas também pode jogar na esquerda. Tem como principais características o drible em velocidade, a capacidade de atacar espaços e a capacidade de influenciar sem a bola, tanto em momentos de pressão quanto na manipulação de amplitude do bloco rival.
Allan, no entanto, precisará passar por nomes como Rayan, Luiz Henrique, Estêvão e companhia. Todavia, ainda atuando no futebol brasileiro, pode entregar uma característica em falta na seleção atual: identificação.
André Luiz (Corinthians)

André, volante do Corinthians – Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Enquanto Breno Bidon ganhou destaque pelo vasto repertório criativo, André apareceu por outro motivo. Aos 20 anos, o volante conquistou espaço no Corinthians pela boa noção de ocupação de espaço e entendimento dos momentos de pressão, tal qual o ótimo primeiro passe nas fases iniciais de construção.
Forte e com boa capacidade física, André atua preferencialmente como volante defensivo, seja como primeiro ou segundo homem. Forte na marcação, tem boa capacidade de recuperação da bola e de armar desarmando, característica em alta no momento de medir um talento.
A seleção brasileira deve buscar diferentes perfis para o setor nos próximos anos. Em um meio-campo que perdeu controle em diversos momentos da última Copa do Mundo, André pode aparecer como uma alternativa.








