Principal torcida organizada do Palmeiras, a Mancha Alvi Verde pediu nesta terça-feira, 11, pela saída de Abel Ferreira – técnico mais vitorioso da história do clube, com 11 títulos conquistados desde janeiro de 2021. A manifestação ocorreu durante a madrugada. Em publicação no Instagram, a Mancha declarou que “a paciência acabou” e pediu “fora, Abel”.
Entre as reações mais críticas, contudo, outros torcedores discordaram da postura do grupo: “Menos aí, rapaziada. Que loucura criar crise porque empatou jogo, a mídia está fazendo a cabeça dos caras (sic)”, comentou um torcedor. “Realmente, o maior rival do Palmeiras é a própria torcida (sic)”, acrescentou outro.
Apesar da classificação às quartas de final da Copa do Brasil e da liderança no Brasileirão, o Palmeiras viu diminuir sua vantagem sobre o Flamengo na corrida pelo título nacional. Atualmente, a diferença é de seis pontos, com a ressalva de que o Rubro-Negro tem uma partida a menos.
Desde o retorno após a paralisação para o torneio, o Verdão disputou cinco jogos: duas vitórias, um empate e duas derrotas, alcançando 46,6% de aproveitamento. O empate sem gols contra o Internacional no fim de semana intensificou a cobrança.
Abel, contudo, não é o único técnico a enfrentar oscilações no período. No Fluminense, Zubeldía segue sem vencer – com cinco empates e uma derrota, 27,7% de aproveitamento -, além de ter amargado a eliminação para o Vasco na Copa do Brasil.

Zubeldía ainda não venceu e tem só 27,7% de aproveitamento desde o retorno – Lucas Merçon/Fluminense FC
No São Paulo, Dorival Júnior também não venceu, mas foi quem menos partidas disputou: só três, com duas derrotas e um empate, dividindo o pior aproveitamento até aqui com Rafael Lacerda, da Chapecoense, ambos com 11,1%.
Nomes como Jair Ventura, do Vitória, e Paulo Pezzolano, do Inter, possuem aproveitamentos baixos desde o término do Mundial – 33,3% cada -, porém conseguiram bons resultados na Copa do Brasil. O primeiro eliminou o Athletico Paranaense, terceiro colocado no Brasileirão, enquanto o segundo tirou o Corinthians da competição nacional.
O desempenho dos treinadores desde a volta da Copa*
Artur Jorge (Cruzeiro)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 72,2% de aproveitamento
Odair Hellmann (Athletico-PR)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
4 vitórias, 1 empate e 1 derrota, 72,2% de aproveitamento
Fernando Diniz (Corinthians)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
3 vitórias, 2 empates e 1 derrota, 61,1% de aproveitamento
Eduardo Domínguez (Atlético-MG)
5 jogos: Brasileirão (3) e Copa do Brasil (2)
2 vitórias e 3 empates, 60% de aproveitamento
Cuca (Santos)
7 jogos: Brasileirão (3), Copa do Brasil (2) e Sul-Americana (2)
3 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 52,3% de aproveitamento
Franclim Carvalho (Botafogo)
4 jogos: Brasileirão (4)
2 vitórias e 2 empates, 50% de aproveitamento
Leonardo Jardim (Flamengo)
4 jogos: Brasileirão (4)
2 vitórias e 2 empates, 50% de aproveitamento
Pedro Emanuel (Vasco)
7 jogos: Brasileirão (3), Copa do Brasil (2) e Sul-Americana (2)
2 vitórias, 4 empates e 1 derrota, 47,6% de aproveitamento
Rogério Ceni (Bahia)
5 jogos: Brasileirão (5)
1 vitória e 4 empates, 46,6% de aproveitamento
Abel Ferreira (Palmeiras)
5 jogos: Brasileirão (3) e Copa do Brasil (2)
2 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, 46,6% de aproveitamento
Rafael Guanaes (Mirassol)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
2 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, 44,4% de aproveitamento
Vagner Mancini (Red Bull Bragantino)
5 jogos: Brasileirão (3) e Sul-Americana (2)
1 vitória, 3 empates e 1 derrota, 40% de aproveitamento
Luís Castro (Grêmio)
7 jogos: Brasileirão (3), Copa do Brasil (2) e Sul-Americana (2)
2 vitórias, 2 empates e 3 derrotas, 38% de aproveitamento
Fernando Seabra (Coritiba)
4 jogos: Brasileirão (4)
1 vitória, 1 empate e 2 derrotas, 33,3% de aproveitamento
Paulo Pezzolano (Internacional)
5 jogos: Brasileirão (3) e Copa do Brasil (2)
1 vitória, 2 empates e 2 derrotas, 33,3% de aproveitamento
Jair Ventura (Vitória)
7 jogos: Brasileirão (5) e Copa do Brasil (2)
2 vitórias, 1 empate e 4 derrotas, 33,3% de aproveitamento
Léo Condé (Remo)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
1 vitória, 2 empates e 3 derrotas, 27,7% de aproveitamento
Luis Zubeldía (Fluminense)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
5 empates e 1 derrota, 27,7% de aproveitamento
Dorival Júnior (São Paulo)
3 jogos: Brasileirão (3)
1 empate e 2 derrotas, 11,1% de aproveitamento
Rafael Lacerda (Chapecoense)
6 jogos: Brasileirão (4) e Copa do Brasil (2)
2 empates e 4 derrotas, 11,1% de aproveitamento
*somente os dos 20 clubes da Série A








