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Fair play financeiro: O que é e onde ele já está em vigor?

Conheça melhor o que é o fair play financeiro que está sendo discutido pelos clubes brasileiros

Representantes de diversos clubes brasileiros, como Fluminense, São Paulo, Fortaleza, e outros, se reuniram para discutir uma importante proposta: a implementação do fair play financeiro no Brasil. O objetivo é criar um conjunto de regras para garantir a sustentabilidade financeira dos clubes a longo prazo, evitando atrasos de pagamentos, inclusive de salários, que têm sido uma constante preocupação.

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O fair play financeiro visa não apenas controlar os gastos dos clubes, mas também assegurar que eles honrem seus compromissos, seja com outros clubes, funcionários ou com o Estado. A iniciativa já é um sucesso nas grandes ligas europeias e na UEFA, que usa critérios claros para permitir que os clubes disputem seus torneios.

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O que é o fair play financeiro?

O fair play financeiro envolve um conjunto de regras destinadas a controlar as finanças dos clubes. A ideia principal é que um clube não pode gastar mais do que arrecada e deve evitar problemas de dívida e atrasos salariais. O economista Cesar Grafietti, que apresentou um projeto similar à CBF em 2019, não implementado na época, explica que estas regras procuram manter os clubes financeiramente saudáveis.

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Um exemplo é o controle dos gastos com um percentual da receita, onde há um teto para gastos com salários, encargos e contratações. Além disso, é necessário controlar os prejuízos, estabelecendo um limite máximo que os clubes precisam manter para operar de maneira saudável.

Onde já existe a aplicação do fair play financeiro?

As principais ligas europeias têm suas próprias regras de controle financeiro. Veja alguns exemplos:

  • La Liga: Limite de gastos com salários de atletas e comissão técnica a 70% das receitas orçadas. Débita líquida não pode superar receitas, e saldo entre contratações e vendas deve ser menor que 100 milhões de euros.
  • Premier League: Limitações de prejuízos acumulados em até 105 milhões de libras, com aporte de até 90 milhões de libras de acionistas.
  • UEFA: limite de 60 milhões de euros em prejuízos acumulados por três temporadas; regras mudaram significamente em 2022, prevendo um teto de 70% das receitas para salários, encargos e outros custos.

Quais as punições pelo não cumprimento?

Os sistemas de fair play financeiro nas ligas europeias também preveem sanções rigorosas para clubes que não cumprem as regras. Por exemplo, na Espanha, os clubes podem ser impedidos de registrar novos atletas. Na Uefa, a punição pode ser até a suspensão de competições, como ocorreu com o Milan em 2018 e a Juventus em 2023.

Fair play financeiro no Brasil é possível?

Em 2019, Cesar Grafietti apresentou à CBF uma proposta de fair play financeiro adaptada ao cenário brasileiro. A ideia é unir o controle das dívidas ao controle dos gastos, permitindo que clubes com menos dívidas possam investir mais em salários e contratações. A proposta visa tornar os clubes brasileiros financeiramente saudáveis, com maior capacidade de investimento real.

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Grafietti argumenta que não adianta ter muita receita se a dívida consome grande parte desse valor. A solução estaria em controlar o endividamento dos clubes para que possam voltar a ser saudáveis financeiramente. Clubes com menos dívidas teriam maior liberdade para gastar, enquanto os mais endividados precisariam controlar seus gastos para se recuperar financeiramente.

As discussões sobre a implementação dessas regras no Brasil ainda estão em fase inicial, mas os clubes se reúnem mensalmente na Comissão Nacional de Clubes para avançar nesse projeto. A expectativa é que, com o tempo, o fair play financeiro possa ser uma realidade no futebol brasileiro, trazendo maior equilíbrio e sustentabilidade para o esporte no país.

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