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Opinião: a eficiência irritante de Tite

Técnico está invicto nas Eliminatórias e com 80% de aproveitamento no cargo, mas, além de não brilhar, Brasil parece cada vez mais distante do hexa no Catar

Por Luiz Felipe Castro4 min de leitura
Tite, treinador da Seleção Brasileira, durante amistoso contra o Panamá – 23/03/2019
Tite, treinador da Seleção Brasileira, durante amistoso contra o Panamá – 23/03/2019REUTERS

Sessenta e cinco jogos, 45 vitórias, 12 empates e apenas cinco derrotas, 134 gols marcados, 23 sofridos e 80% de aproveitamento. Líder invicto das Eliminatórias Sul-Americanas, com nove vitórias e um empate. Seria uma insanidade tratar como ruim o trabalho do técnico Tite em cinco anos de seleção brasileira ou cogitar sua demissão diante de tamanha eficiência. É, sem dúvidas, um rendimento muito acima da média de seus antecessores e em circunstâncias semelhantes (o time tem apenas um craque, Neymar, e em baixa). Há, no entanto, um grave problema: a um ano da Copa no Catar, além de o time definitivamente não encantar, o trabalho parece regredir.

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