O presidente da Fifa, Gianni Infantino, visitou o vestiário da seleção do Irã após o empate em 2 a 2 dos persas com a equipe da Nova Zelândia em Los Angeles. O dirigente reuniu os jogadores e fez um discurso se solidarizando com o time.

“Hoje foi um jogo difícil e, com um pouco de sorte, poderiam ter ganhado. Vocês mostraram para sua torcida, amigos, familiares e para o mundo que estão na Copa do Mundo e têm mais dois jogos pela frente” comentou o mandatário da entidade máxima do futebol.

Ao fim do pronunciamento, Infantino ainda brincou com os atletas: “Se vocês precisarem de um atacante, podem me chamar que estou pronto para entrar na próxima partida”.

⚠️🇮🇷 Infantino bajó al vestuario de Irán para agradecerles… “ESTÁN MANDANDO UN FUERTE MENSAJE AL MUNDO”. 😳 Bromeó: “si necesitan un atacante, ESTOY PARA JUGAR EL PRÓXIMO PARTIDO”. El DT se quejó y le pidió a FIFA que actúe. ‼️

Sudanalytics
Sudanalytics
@sudanalytics_

⚠️🇮🇷🇺🇸 Los jugadores iraníes calificaron el Mundial como un DESASTRE y se quejaron por TENER QUE VIAJAR DESDE MÉXICO ANTES DEL PARTIDO. “ESTAMOS CANSADOS, NO ES JUSTO” ‼️ pic.x.com/kCg8aiwO6t

10.0K
Reply

Após a fala, o dirigente suíço teve de escutar o desabafo do treinador Amir Ghalenoei. O técnico de 62 anos reclamou das dificuldades na preparação para a competição. Infantino adjetificou as situações enfrentadas pela delegação asiática como uma “enorme injustiça”, fruto de “falta de humanidade” do país anfitrião.

“Há algo que gostaria que todos observassem de uma perspectiva humana, não apenas técnica. Fomos uma das equipes mais prejudicadas nesta Copa do Mundo por causa das circunstâncias e das dificuldades que nos impuseram. Talvez tenha sido uma injustiça cometida contra esta equipe”, protestou Ghalenoei em persa, traduzido pelo interlocutor do presidente da Fifa.

O Irã vem enfrentando uma série de contratempos desde antes do começo da Copa do Mundo, devido a atual guerra que o país trava com os Estados Unidos. Os EUA impuseram restrições diplomáticas consideráveis sobre o acesso da seleção no país, forçando os atletas a fazerem viagens de bate-volta para entrar e sair do país no mesmo dia dos jogos, permanecendo no México no período restante. A proximidade de Infantino com Donald Trump vem provocando críticas pela falta de equanimidade no tratamento destinado aos jogadores, torcedores e profissionais ligados a países considerados “não-amistosos” pelos norte-americanos.