No Brasil, quem tem mais, tem quatro. O tetracampeonato da Libertadores conquistado pelo Flamengo, feito inédito entre os clubes do país, é o tema da PLACAR de dezembro, uma edição de colecionador dedicada ao torcedor rubro-negro.

A PLACAR 1350 já está disponível em formato digital em nosso app (clique aqui e vire membro) e em versão impressa em nossa loja oficial ainda nesta quarta-feira, 10, e a revista chega às bancas de todo o país a partir do dia 14.

A edição de colecionador começa com textos, fotos, fichas e estatísticas da campanha coroada com o gol de Danilo, em Lima, contra o Palmeiras.

Em seguida, o colunista Rodolfo Rodrigues apresenta os recordes da Libertadores desde 1960 e as marcas batidas em 2025.

A intensa rivalidade com o Palmeiras, seja no campo, nos bastidores ou nas finanças, é tema de reportagens especiais, com dados que sustentam a “espanholização” do futebol brasileiro.

Os títulos de 1981, 2019 e 2022, que com brilho de Zico e Gabigol abriram caminho para o recorde rubro-negro, também têm espaço especial.

Textos publicados por PLACAR na época das conquistas, fotos icônicas e o tradicional pôster de campeão compõem a homenagem aos campeões anteriores.

A edição do “Maior do Brasil” lista o Time dos Sonhos do Flamengo eleito por um juri especial em janeiro deste ano. Uma dúvida já fica no ar: Arrascaeta e Bruno Henrique, tricampeões da América e recordista de títulos pelo Mengão, não merecem vaga nesta seleção?

Por fim, um item de luxo: a coluna do mês é assinada por ninguém menos que Arthur Antunes Coimbra, o inigualável Zico. O rei da Gávea explica “o que é ser Flamengo” e parabeniza o time de Filipe Luís.

E atenção, torcida do Flamengo: também estão disponíveis os pôsteres de campeão da Libertadores e do Brasileirão, em nossa loja.

Confira a carta ao leitor desta edição:

TE CUIDA, INDEPENDIENTE

Qual é o maior time do Brasil? Para qualquer fanático por futebol, só há uma resposta correta: o dele próprio. É no orgulho incondicional por uma camisa, seja em tempos de glórias ou de vacas magras, que reside a beleza do esporte e o tempero dos debates entre rivais na mesa de bar. Clubismo à parte, é inegável que flamenguistas ganharam um ótimo argumento nessa disputa depois do tetracampeonato da Copa Libertadores, feito inédito entre os brasileiros.

O Mengão sempre foi um forte candidato ao posto de número 1. Afinal, tem a maior torcida do Brasil, nove títulos brasileiros, Mundial, 39 troféus estaduais, e manda seus jogos no mais mítico dos estádios, o Maracanã, sempre cheio. Ninguém passa indiferente ao cruzar com o manto sagrado. O Mais Querido do país é também o mais odiado por seus rivais locais (Vasco, Fluminense e Botafogo) e agora também por boa parte dos palmeirenses. É o time de Zico, um ídolo acima de qualquer suspeita, de Leandro e Junior, de Zizinho e Evaristo de Macedo, de Adriano e Petkovic. E agora de Arrascaeta e Bruno Henrique, os maiores vencedores de 130 anos de história do clube de regatas mais famoso do planeta.

O inédito tetracampeonato cura feridas de uma legião de rubro-negros que não puderam desfrutar do esquadrão multicampeão da década de 80 e que viveram quartas-feiras de terror na maior competição da América. Como esquecer os gols de Cabañas, do América do México, que calaram o Maraca, ou do meme de Leonardo Moura, de fone de ouvido, reagindo ao gol do Emelec? E o que dizer das eliminações vexatórias para San Lorenzo, León, Universidad do Chile e Defensor? São traumas devidamente superados, que ajudaram a forjar um esquadrão tricampeão em seis anos, com todos os méritos.

Se tão rapidamente tornou-se o maior vencedor entre os brasileiros, o que impede o Flamengo de mirar o recorde de sete taças do Independiente? A última conquista de Libertadores do Rojo de Avellaneda foi no longínquo ano de 1984. O hexacampeão Boca Juniors não passa do quase desde 2007. Já são sete anos de domínio brasileiro, e, a julgar pela disparidade econômica com os vizinhos, essa realidade não vai mudar tão cedo. A verdade é que, caso tivesse priorizado a competição desde seu início, o futebol brasileiro já teria superado a marca dos argentinos há muito tempo. O placar agora está empatado em 25 conquistas para cada país.

Para não incorrermos no pecado do anacronismo, convém lembrar que nem sempre a Libertadores teve tanto peso. Criada em 1960, a competição chegou a ser escanteada e até vítima de boicote em razão das dificuldades logísticas e financeiras, além da hostilidade dos rivais e má-fé da arbitragem. O Santos de Pelé, por exemplo, faturou as edições de 1962 e 1963 e depois passou a priorizar as viagens ao exterior e – pasmem, jovens – os campeonatos estaduais. “Se tivéssemos focado mais na Libertadores, nossa geração poderia ter ganhado umas dez Libertadores… Dez talvez seja exagero, mas pelo menos umas cinco, com certeza”, lamentou José Macia Pepe, o Canhão da Vila, à PLACAR, anos atrás. O Peixe perdeu as semifinais de 1964 e 1965 e abriu mão de participar em 1966, 1967 e 1969.

Zico conta a mesma história na imperdível coluna que fecha esta edição. Depois do título de 1981, seu Flamengo caiu duas vezes na semifinal e uma na fase de grupos. A prioridade era o Carioca. Em outro contexto, com um faturamento bilionário e uma gestão digna de rasgados elogios por ter “cortado na carne” no momento necessário para hoje colher os frutos, a geração de Arrasca, BH e companhia transformou o Flamengo em potência continental – e por que não sonhar com o bi do mundo, no Catar, diante do PSG? O céu é o limite para este Flamengo, ainda mais em clima de lua de mel com a magnética. Talvez não haja imagem mais emblemática da conquista do tetra do que o AeroFla, a festa com que a delegação foi recebida antes do embarque para Lima, a capital peruana onde Gabigol virou lenda em 2019 e que já virou uma segunda casa para os flamenguistas.

A edição de colecionador que você tem em mãos saúda o primeiro tetra do país e detalha as conquistas de 1981, 2019, 2022 e 2025, com fichas técnicas e fotos icônicas. As conquistas anteriores são acompanhadas por textos originais da época, numa deliciosa viagem no tempo aos melhores dias da vida dos mais de 40 milhões de fanáticos. A briga pelo posto de maior time do Brasil seguirá aberta, e, da mesma forma que o Flamengo atropelou a concorrência em um curto espaço de tempo, outros gigantes do país podem seguir seu exemplo.

Antes das festas de fim de ano, nossa redação se debruçará sobre a edição de janeiro, que trará uma entrevista exclusiva com o técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, e a atualização do ranking PLACAR – com o Mengão ainda mais isolado no topo. Feliz 2026!

Edição 1530 de PLACAR celebra o título do Flamengo

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