Da fama de brigão e tagarela, surgiu o apelido de papagaio. Mas foi com a perna, a chamada “Canhotinha de Ouro”, que este gênio carioca melhor se expressou. Gérson se notabilizou pela capacidade de fazer lançamentos com a precisão de quem dava passes curtos e pela inteligência para ler os jogos.

Jamais passou despercebido. Em 1963, trocou o Flamengo pelo Botafogo, onde foi mais vitorioso. Cortado em 1962 por lesão, não fez uma boa Copa em 1966, mas se redimiu em 1970, como o cérebro do tri e autor de um golaço na final contra a Itália. Também brilhou por São Paulo e Fluminense, e nem aposentado fugiu das polêmicas. Ao gravar um infeliz comercial de cigarro, teve de conviver a fama de querer sempre levar vantagem, a tal “Lei de Gérson”.

78º: Gérson

Gérson de Oliveira Nunes

Nascimento: 11/1/1941, Niterói (RJ)

  • Posição: meia
  • Pela seleção brasileira: 64 J | 13 G
  • Clubes: Flamengo (1958-1963), Botafogo (1963-1969), São Paulo (1969-1972) e Fluminense (1972-1974)
  • Títulos: Copa do Mundo (1970), Taça Brasil (1968), Torneio Rio-São Paulo (1961, 1964 e 1966), Carioca (1963, 1967, 1968 e 1973) e Paulista (1970 e 1971)

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