A ascensão meteórica de Lamine Yamal dentro de campo agora também se reflete fora dele. Isso porque, de acordo com a Football Benchmark, o preço do craque espanhol, de apenas 18 anos, tem valor de mercado de 290 milhões de euros (R$ 1,7 bilhão), um montante muito maior se compararmos ao auge de nomes mais valorizados e vencedores das últimas décadas como Lionel Messi, Cristiano Ronaldo e Neymar.
O número chama atenção principalmente pela diferença entre o currículo do jovem espanhol e o dos craques que marcaram as últimas décadas. Até o momento, Yamal acumula conquistas como Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Supercopa da Espanha e Eurocopa. Já os ídolos que dominaram o futebol mundial chegaram aos seus respectivos auges após colecionarem títulos de expressão internacional.
Cristiano Ronaldo, por exemplo, alcançou seu maior valor de mercado durante sua passagem pelo Real Madrid, período em que já havia conquistado cinco Bolas de Ouro, quatro títulos da Liga dos Campeões e quatro Mundiais de Clubes. Ainda assim, seu valor máximo foi estimado em 120 milhões de euros (R$ 709 milhões na cotação atual).

Messi completou 100 jogos pelo Inter Miami (reprodução/X/InterMiamiCF)
Lionel Messi, que liderou uma das eras mais vitoriosas da história do Barcelona, chegou ao pico de 180 milhões de euros (cerca de R$ 1,06 bilhão). Naquele momento, o argentino já possuía seis Bolas de Ouro, quatro títulos da Liga dos Campeões, três Mundiais de Clubes e uma extensa coleção de troféus nacionais.
Entre os brasileiros, Neymar registrou o maior valor ao ser transferido do Barcelona para o Paris Saint-Germain em 2017. A negociação de 222 milhões de euros (aproximadamente R$ 1,3 bilhão na cotação atual) permanece como a maior transferência da história do futebol. Antes disso, o atacante já havia conquistado títulos como Liga dos Campeões, Mundial de Clubes e Copa Libertadores.
Segundo Cláudio Fiorito, CEO da P&P Sport Management, agência responsável pela gestão de carreira de diversos atletas ao redor do mundo, isso tudo deve-se à mudança que o mercado do futebol tem enfrentado. “Isso é o reflexo do futebol atual. Números cada vez maiores tendo em vista a mudança no mercado com patrocínios e receitas mais elevadas. O alto valor do Yamal fala mais sobre a projeção de carreira que ele tem com tudo que ele já joga e já representa aos 18 anos de idade do que sobre tudo que ele já conquistou”.

Cristiano Ronaldo em ação por Portugal – Reprodução/Instagram/@cristiano
Às vésperas da Copa do Mundo, após sofrer uma lesão no bíceps femoral da coxa esquerda e desfalcar a reta final da temporada do Barcelona, a condição física de Yamal chegou a gerar preocupação na seleção espanhola. No entanto, a comissão técnica demonstrou confiança em sua recuperação e trabalha para contar com o atacante desde a estreia diante de Cabo Verde.
“O calendário tem, sim, uma parcela importante de responsabilidade no aumento do número de lesões ao longo da temporada. As lesões no futebol são multifatoriais, mas o excesso de jogos pesa bastante, não apenas pela exigência física das partidas, mas também pelo aumento das viagens e pela redução do tempo de recuperação. No caso de jogadores que chegam muito jovens ao profissional, como Estêvão e Rodrygo, essa exposição começa cedo e amplia os fatores de risco. Estudos já demonstram que calendários congestionados podem provocar queda de desempenho e elevar a probabilidade de lesões, o que cria um grande desafio para os departamentos de saúde e performance dos clubes na gestão da carga e na prevenção de problemas físicos ao longo da temporada”, explica Ítalo Silva, especialista pela Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva e da Atividade Física (Sonafe Brasil).
Aos 18 anos, Yamal chega ao Mundial não apenas como uma das principais referências técnicas da Espanha, mas também como o jogador mais valioso do planeta, símbolo de uma nova geração que já movimenta cifras inéditas no futebol internacional.








