Após a eliminação do Manchester City na Champions League, o técnico Pep Guardiola expressou seu descontentamento com o resultado. Em uma entrevista concedida após a partida contra o Real Madrid, Guardiola reconheceu que o clube está passando por um momento de transição. Ele mencionou que, apesar de ainda ter forças para continuar, o time está vivendo o que pode ser considerado um fim de ciclo.

Guardiola destacou a consistência do clube ao longo dos anos, mencionando os seis títulos da Premier League conquistados em sete anos. No entanto, ele também reconheceu que a equipe perdeu parte de sua consistência, especialmente em competições europeias. A eliminação para o Real Madrid foi um reflexo disso, com o técnico admitindo a superioridade do adversário.

“Um pouco sim (fim de ciclo). As coisas não são eternas, nem tudo dura para sempre. Ganhamos seis títulos da Premier League em sete anos, e na Champions chegamos às quartas, semifinais e final em todos os anos. A melhor equipe ganhou hoje. Não temos o ritmo que tem o Real Madrid, em todas as áreas. É um time de ida e volta. Estiveram melhores, mais capacidade de correr, de defender em todas as zonas. Sua dinâmica e qualidade individual são muito bons. Temos tempo para pensar nisso (reconstrução). É fácil cair e, agora, ter esse tipo de conclusão. A derrota em casa foi durar de digerir, e esta foir parecida. Com o tempo, todos aceitaremos as coisas tal como são. Clube e elenco. Mas ainda temos 40 jogos pela frente. Nada é para sempre. Fomos extraordinariamente extraordinários, mas agora não mais”, disse na zona mista após o jogo contra o Real Madrid.

Quais foram os fatores que levaram à eliminação?

Durante a entrevista, Guardiola apontou diversos fatores que contribuíram para a eliminação do Manchester City. Ele elogiou a capacidade ofensiva do Real Madrid e reconheceu que a equipe espanhola mereceu avançar na competição. O técnico destacou a falta de ritmo do City em comparação com o adversário, além da capacidade do Real Madrid de se defender e atacar com eficiência.

Outro ponto mencionado foi a média de gols sofridos pelo Manchester City na temporada, que foi a pior desde a chegada de Guardiola ao clube. Com uma média de 1,5 gols sofridos por partida, o time enfrentou dificuldades defensivas que acabaram comprometendo seu desempenho em jogos decisivos.

O que o futuro reserva para o Manchester City?

Apesar da eliminação na Champions League, Guardiola ainda vê potencial para o Manchester City na temporada. Ele mencionou a possibilidade de vencer a  e destacou que o clube tem tempo para pensar em uma reconstrução. O técnico reconheceu que a derrota foi difícil de digerir, mas acredita que, com o tempo, o clube e o elenco aceitarão a situação atual.