Atualmente no Milan, o atacante português Gonçalo Ramos falou abertamente sobre o período em que defendeu o Paris Saint-Germain e as razões que o levaram a deixar o Parque dos Príncipes na última janela de transferências do verão europeu. Em entrevista ao programa “Soltinhos pelo Mundo”, do canal português Canal 11, o jogador de 25 anos admitiu que convivia com a frustração decorrente da falta de minutos em campo e do papel secundário no elenco comandado por Luis Enrique.

“Nos últimos três anos no PSG, acho que nunca fui titular em quatro ou cinco partidas seguidas. E é exatamente disso que estávamos falando: não há consistência. Às vezes era frustrante e me incomodava. Cheguei a marcar gols em quatro ou cinco jogos seguidos sem ser titular em nenhum deles. E para mim, isso não fazia sentido. Conversei sobre isso com a minha família”, revelou.

Pedido de liberação em janeiro e promessa da diretoria

Durante a conversa, Gonçalo Ramos explicou que a intenção de trocar de ares vinha sendo amadurecida desde o meio da temporada anterior. O centroavante confessou que procurou a cúpula do clube parisiense em janeiro com a intenção de se transferir, mas a solicitação foi rejeitada pelo PSG diante da impossibilidade de reposição imediata no mercado de inverno. Na ocasião, o dirigente esportivo Luís Campos garantiu ao atleta que facilitaria sua saída definitiva ao término da época europeia.

“Eu queria sair do PSG, mas em janeiro é sempre mais complicado. Não era a melhor opção, mesmo querendo sair em janeiro. Agora entendo melhor. O PSG disse não imediatamente. Precisavam encontrar outra pessoa. Mas Luís Campos me garantiu que me deixaria sair neste verão”, comentou.

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O papel de Rúben Amorim e a nova fase em Milão

Gonçalo Ramos com a camisa do Milan - EFE/EPA/ROBERTO BREGANI

Gonçalo Ramos com a camisa do Milan – EFE/EPA/ROBERTO BREGANI

O destino do jogador começou a ser desenhado no meio do ano, quando o Milan demonstrou interesse formal na contratação. Ramos enfatizou o impacto direto de uma ligação telefônica de Rúben Amorim, técnico da equipe italiana, que o colocou como sua escolha prioritária para o comando do ataque rossoneri. O português afirmou que a mudança permitiu seu retorno à função genuína de centroavante referência, superando o desgaste tático que enfrentava na França ao cumprir tarefas distantes de suas principais características.

“Durante a Copa do Mundo, estive em contato com Jorge Mendes, e o interesse do Milan ficou evidente. O técnico Ruben Amorim chegou a Milão e me ligou. Uma manhã, Jorge Mendes me ligou e disse que o negócio estava fechado”, iniciou.

“Minha vida está feliz [no Milan], num ambiente tranquilo. Estou jogando mais, num clube que me oferece mais espaço para me expressar. Adoramos jogar. Estou jogando mais pela seleção, o que também é importante e proporciona um tipo diferente de visibilidade. É motivo de orgulho”, complementou.

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